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Antonelli é campeão mundial de F1 aos 20 anos, o mais jovem da história

Kimi Antonelli acena ao público no Autódromo Hermanos Rodríguez no fim de semana do GP do México de 2026

Kimi Antonelli é campeão mundial de Fórmula 1. O italiano da Mercedes terminou o GP da Cidade do México em terceiro neste domingo (1º), atrás de Max Verstappen e Lewis Hamilton, e fechou o campeonato de 2026 com quatro etapas de antecedência.

Aos 20 anos e 68 dias, ele se tornou o campeão mais jovem da história da categoria e devolveu à Itália um título que não vinha desde 1953. “Muito obrigado! Nós conseguimos, nós conseguimos”, disse pelo rádio, em lágrimas, depois da bandeirada.

O recorde de Vettel caiu por mais de três anos

A marca pertencia a Sebastian Vettel, campeão pela Red Bull em 14 de novembro de 2010, em Abu Dhabi, aos 23 anos e 134 dias. Antonelli a superou por 3 anos e 66 dias, uma diferença que dá a dimensão do que aconteceu no Autódromo Hermanos Rodríguez.

O italiano conquistou o título na segunda temporada completa na F1. É o 36º piloto a ser campeão mundial na história da categoria.

Como Antonelli fechou o título no GP do México

A conta era curta. Antonelli chegou ao México com 123 pontos de vantagem e precisava de um nono lugar mesmo que George Russell vencesse. Com vitória de Hamilton, bastava o décimo. Sem vitória de nenhum dos dois, qualquer resultado servia.

Ele largou em quarto e viu a confusão acontecer à frente. Charles Leclerc passou Hamilton na disputa entre os companheiros de Ferrari e levou 5 segundos de punição por ganhar posição fora da pista. Russell recebeu 10 segundos por um toque em Isack Hadjar.

Quando os ponteiros pararam, na volta 28, Antonelli assumiu a liderança e ficou na pista até a volta 43, o último entre os da frente a trocar pneus. Pouco depois, Valtteri Bottas bateu forte na chegada da curva 1, com falha na suspensão segundo o GPblog, e a corrida foi interrompida com bandeira vermelha por cerca de 40 minutos. Bottas foi liberado do centro médico sem lesões.

Carro da Mercedes passa pelo setor do estádio no Autódromo Hermanos Rodríguez, no GP do México de 2026
A Mercedes no setor do estádio do Autódromo Hermanos Rodríguez. Foto: reprodução/CNN Brasil.

Na relargada, Verstappen manteve a ponta e Hamilton subiu para segundo. Leclerc travou os pneus na curva 1, e Antonelli o ultrapassou na volta seguinte para assumir o terceiro lugar. Um safety car causado pelo toque entre Oscar Piastri e Arvid Lindblad, que terminou no muro, ainda reagrupou o pelotão, mas o italiano segurou a posição até o fim.

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O primeiro italiano campeão desde Ascari, 73 anos depois

A Itália só tinha dois campeões na F1: Giuseppe Farina, em 1950, e Alberto Ascari, em 1952 e 1953. Antonelli é o terceiro e encerra uma espera de 73 anos.

A comemoração no México teve bandeira italiana na mão, um abraço longo de Toto Wolff e o carro estacionado atrás da placa de campeão mundial. Hamilton, o piloto que Antonelli substituiu na Mercedes, e Verstappen foram cumprimentá-lo antes do encontro com a família. No pódio, o novo campeão ficou ao lado de um heptacampeão e de um tetracampeão.

Uma das campanhas mais rápidas entre campeões estreantes

O título saiu na 19ª das 23 etapas do ano, com 82,6% da temporada disputada. Segundo levantamento do The Race, é a quinta conquista mais rápida entre os pilotos que venceram o primeiro Mundial. À frente aparecem Nigel Mansell (68,8%, em 1992), Jim Clark (70%, em 1963), Jackie Stewart (72,5%, em 1969) e Alberto Ascari (75%, em 1952).

Nos últimos 30 anos, só Fernando Alonso, em 2005, e Jenson Button, em 2009, haviam fechado o primeiro título antes da última etapa. Antonelli chegou ao México com nove vitórias e sete poles em 2026, além de 365 pontos.

Kimi Antonelli pilota a Mercedes no Autódromo Hermanos Rodríguez durante o fim de semana do GP do México de 2026
Antonelli na pista da Cidade do México. Foto: reprodução/GZH.

Resultado final do GP do México e o que vem agora

Verstappen venceu, com Hamilton em segundo e Antonelli em terceiro. Depois vieram Leclerc, Lando Norris e Russell. Na classificação final da FIA, publicada às 22h50 de Brasília, Liam Lawson ficou em sétimo e Gabriel Bortoleto terminou em oitavo, com 4 pontos: o piloto da Audi largou em 13º, cruzou a linha em 11º e subiu com três punições aplicadas depois da corrida.

Oscar Piastri, que havia cruzado a linha em sétimo, levou 10 segundos pela colisão com Arvid Lindblad e caiu para 13º. Franco Colapinto e Pierre Gasly, da Alpine, foram punidos por não reduzirem sob bandeira amarela e terminaram em 15º e 17º.

As punições não afetam as seis primeiras posições. Com o resultado final, Antonelli vai a 380 pontos, contra 261 de Verstappen, 259 de Hamilton e 250 de Russell, com 100 ainda em disputa.

O troféu fica para depois. Por tradição, o campeão o recebe na cerimônia de premiação da FIA, marcada para 12 de dezembro, em Xangai, segundo o GPFans. Antes disso, Antonelli corre pela primeira vez como campeão em Interlagos, no GP de São Paulo, de 6 a 8 de novembro.

Atualização: esta matéria foi corrigida com a classificação final da FIA (Documento 86), publicada às 22h50 de 1º de novembro, depois das punições a Oscar Piastri, Franco Colapinto e Pierre Gasly. Versões anteriores informavam Bortoleto em 11º, sem pontos, e depois em 10º, com 1 ponto.

O que o título de Antonelli ensina sobre alta performance

O fim de semana não foi tranquilo. Antonelli perdeu o dia de mídia de quinta-feira por causa de um vírus e admitiu, depois da classificação, que estava mais tenso do que o normal. Precisava de um nono lugar, e a tentação seria só proteger o resultado.

Em vez disso, ele esperou o momento certo, evitou a confusão da largada e, quando surgiu a chance, atacou para ganhar o terceiro lugar. Gerenciar risco não é correr devagar: é saber quando a ultrapassagem vale o que custa. Esse critério, sustentado ao longo de 19 etapas, é o que transforma velocidade em título.

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