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Ramon Dino é 3º no Mr. Olympia 2026 e perde o título da Classic

Ramon Dino em pose de frente na final da Classic Physique do Mr. Olympia 2026, em Las Vegas

Ramon Dino chegou a Las Vegas como o primeiro brasileiro campeão do Mr. Olympia na chave masculina e saiu com o bronze. Na final da Classic Physique, na noite de sexta-feira (25), na Orleans Arena, o acreano de 31 anos terminou em terceiro, atrás do britânico Niall Darwen, novo campeão, e do alemão Mike Sommerfeld.

O terceiro lugar rendeu US$ 20 mil. Darwen levou US$ 100 mil, e Sommerfeld, US$ 40 mil. Na plateia, a reação foi de surpresa: “A plateia não esperava por essa”, disse um dos comentaristas da transmissão oficial quando o nome de Ramon foi chamado para o bronze.

O resultado da Classic Physique no Mr. Olympia 2026

Darwen venceu com 7 pontos, na súmula do Fitness Volt. Sommerfeld fez 10 e Ramon, 14. No fisiculturismo, cada juiz dá uma colocação, e a menor soma vence.

PosiçãoAtletaPaísPontos
1ºNiall DarwenReino Unido7
2ºMike SommerfeldAlemanha10
3ºRamon DinoBrasil14
4ºWesley VissersHolanda21
5ºTerrence RuffinEUA24
6ºPiotr WojtowiczPolônia30
7ºAnton RatushnyiEUA35
8ºDiego GalindoColômbia40
9ºFabio JunioBrasil47
10ºAndrea MammoliItália50
Top 10 da Classic Physique no Mr. Olympia 2026. Fonte: Fitness Volt

O título de Darwen é o primeiro da carreira. Em 2024, o britânico tinha sido o 11º colocado no Olympia. A categoria vive a era pós-Chris Bumstead, hexacampeão de 2019 a 2024, e agora teve dois campeões diferentes em dois anos.

Onde o título escapou

A Classic Physique compete inteira na sexta: prévia de manhã, final à noite. Segundo o jornal O Tempo, Ramon começou bem a prévia e chegou a ocupar o centro do primeiro grupo de comparações, a posição que os juízes reservam a quem enxergam na frente. Ao longo da disputa, perdeu rendimento e errou a execução de algumas poses na rodada de confirmação.

Na final, voltou ao grupo principal, mas ficou nas laterais durante as comparações. Pela transmissão oficial, a leitura foi de que a noite dele foi melhor que a manhã. “Se ele estivesse mais cedo do jeito que estava agora, seria um resultado completamente diferente”, disse um dos comentaristas logo depois do anúncio do bronze. Depois da coroação de Darwen, a avaliação foi a mesma para os três primeiros: “Foi apertado assim. Acho que foi questão de pico.”

O bronze foi entregue por Hafthor Björnsson, o homem mais forte do mundo em 2018 e intérprete da Montanha na série Game of Thrones.

Ramon Dino cumprimenta Hafthor Björnsson ao receber a medalha de bronze da Classic Physique no Mr. Olympia 2026
Ramon Dino recebe o bronze da Classic Physique das mãos de Hafthor Björnsson. Foto: Reprodução/OlympiaTV

“Não era o que buscávamos, mas assumimos a responsabilidade”

Depois da final, Ramon publicou nas redes sociais um texto sobre o resultado. “Primeiramente, obrigado a Deus por tudo. Obrigado à minha família, à minha equipe, aos meus patrocinadores e a cada pessoa que acredita em mim e acompanha essa caminhada. A gente se entrega, abre mão de muita coisa e sobe naquele palco buscando o melhor resultado. Hoje foi Top 3. Não era o que buscávamos, mas assumimos a responsabilidade”, escreveu.

E fechou com o plano para 2027. “Agora é corrigir o que precisa ser corrigido, ajustar o que for necessário e continuar trabalhando. Se tivéssemos vencido, o trabalho continuaria. E agora também vai continuar. Ano que vem estaremos de volta, com uma nova versão.”

A linha do tempo de Ramon no Olympia

Nascido em Rio Branco, no Acre, Ramon Rocha Queiroz terminou entre os três primeiros do Olympia em quatro das seis participações e nunca saiu do top 5.

AnoColocação na Classic Physique
20215º
20222º
20232º
20244º
2025Campeão
20263º
Ramon Dino no Olympia. Fonte: Wikipedia e Fitness Volt

Ele não foi o único brasileiro a subir ao pódio no fim de semana. O país saiu de Las Vegas com dois títulos, de Natalia Coelho e Eduarda Bezerra, e Lucas Garcia foi vice na 212. O balanço completo está em Brasil sai do Mr. Olympia 2026 com dois títulos e sete pódios.

O que o bronze de Ramon ensina sobre alta performance

A frase que Ramon escolheu para o dia seguinte é a mais importante do texto: “assumimos a responsabilidade”. Havia explicação disponível, e ele não usou nenhuma. Não citou os juízes, a pontuação apertada nem o rival. Falou do que estava sob controle dele, a execução das poses e o pico na hora da prévia.

A linha do tempo reforça o ponto. Em 2024, depois de dois vice-campeonatos seguidos, Ramon caiu para quarto. Um ano depois era campeão. Derrota no Olympia é evento, não identidade. O que define o próximo ciclo é o significado que o atleta dá a ela, e Ramon já deu o dele: corrigir, ajustar e voltar com uma nova versão.

Derrota é evento, não identidade

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Foto de Diogo Moraes
Diogo Moraes

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