6 de outubro de 2026. Final do Japan Open. Alcaraz 7/6 (7-4), 6/4 em cima de Lehecka. Terceiro título do ano, depois do Australian Open e do Catar. E o mais forte? Ele mesmo disse que ainda NÃO estava no melhor nível, mas achou as soluções nos momentos que decidem a partida. Isso não é sorte. É mentalidade de campeão.

O contexto: nada foi fácil
Quatro meses fora por lesão no punho. Volta no US Open, quartas de final, derrota para Ben Shelton, título não defendido. Laver Cup. Depois, Tóquio. Primeiro troféu desde fevereiro. Agora ele chega a Xangai como segundo cabeça de chave, num torneio em que nunca passou das quartas. E diz, sem rodeio: quer ganhar este torneio.
1. A dúvida existe. O campeão não obedece a ela
Alcaraz admitiu: teve muitas dúvidas se voltaria saudável e jogaria como antes. Tentou afastar esses pensamentos. Ponto. Dúvida todo atleta tem. A diferença é quem deixa ela decidir a próxima jogada. E repare: a equipe dele acreditava que ele voltaria 100%. Cerque-se de quem acredita em você enquanto a sua crença ainda está sendo reconstruída.
2. Ganhar feio também é ganhar
Ele não estava no auge e levou o título. Por quê? Porque trocou “jogar bonito” por “resolver o ponto”. Na volta de lesão, quem tenta ser a versão antiga de si mesmo se frustra. Quem usa o que funciona HOJE vence. Tarefa para você: defina três respostas simples para os momentos de pressão (um padrão de saque, uma jogada segura, uma jogada de ataque) e não dependa de se sentir 100%.

3. Nada é garantido
Palavras dele: não quer tomar nada por garantido, quer merecer cada vitória, chegar a cada torneio pronto para dar o melhor e ver o que acontece. Processo na frente, resultado como consequência. É assim que um campeão de Grand Slam não relaxa.
4. Cabeça fresca, corpo em ajuste, foco na semana
Em Xangai, ele disse que se sente mentalmente fresco, e que isso é o mais importante. O corpo ainda está se adaptando às partidas duras depois do tempo parado, então incômodos podem aparecer. Ele sabe disso ANTES, e por isso não se assusta quando acontecer. Tênis, nas palavras dele, é uma montanha-russa: a temporada vira rápido, e o foco tem que estar na semana que está na mão.
5. Paciência para o parceiro, lembrete para si
Alcaraz falou de Holger Rune, voltando de lesão no Aquiles após cerca de onze meses, e pediu paciência com ele. Os dois treinaram juntos em Murcia em agosto. Quem passa pelo mesmo caminho se reconhece. Não faça a reabilitação sozinho.

O que vem por aí
Oitavo Masters 1000 do ano. Estreia contra Juan Manuel Cerúndolo ou um qualificado, com Vacherot (atual campeão) e Medvedev ou Fritz no radar mais adiante. A favor: título fresco, ritmo, motivação. Contra: pouco tempo de volta, corpo em adaptação, histórico sem passar das quartas em Xangai. Resultado garantido? Nunca. Mas olhe para a cabeça dele: é lá que esta semana vai ser decidida.
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Perguntas frequentes
Quem venceu o Japan Open de 2026?
Carlos Alcaraz, que derrotou Jiri Lehecka na final por 7/6 (7-4) e 6/4, em 6 de outubro. Foi o terceiro título dele no ano, depois do Australian Open e do Catar, e o primeiro troféu desde fevereiro.
Por que Alcaraz ficou parado em 2026?
Ele passou quatro meses fora por causa de uma lesão no punho. Voltou no US Open, caiu nas quartas de final para Ben Shelton e não defendeu o título. Depois jogou a Laver Cup e foi campeão em Tóquio.
Alcaraz já passou das quartas de final em Xangai?
Não. Xangai é um torneio em que ele nunca passou das quartas. Em 2026, chegou como segundo cabeça de chave e disse, sem rodeio, que quer ganhar o torneio.
Como competir bem voltando de lesão sem estar 100%?
Usando o que funciona hoje, em vez de tentar ser a versão antiga de si mesmo. A sugestão é definir três respostas simples para os momentos de pressão (um padrão de saque, uma jogada segura e uma jogada de ataque) e não depender de se sentir 100%.
Como lidar com a dúvida na volta de uma lesão?
Dúvida todo atleta tem; a diferença é não deixar que ela decida a próxima jogada. Ajuda se cercar de quem acredita em você enquanto a sua crença ainda está sendo reconstruída, e não fazer a reabilitação sozinho.
Por Nicholas Pasqualetto, Treinador Mental de Atletas.
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