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Arrancada: a engenharia da FuelTech por trás dos carros de mais de 4 mil cv

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Equipe Atleta Pro
Carro Pro Mod vermelho em burnout na Copa FT BR Sport de Arrancada no Autódromo FuelTech Velopark

No Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul, dois carros param lado a lado, uma luz apaga e o chão treme. Em poucos segundos, máquinas de mais de 4 mil cavalos de potência ultrapassam os 300 km/h numa reta de pouco mais de 200 metros. É a arrancada, o esporte a motor mais explosivo do país, e o palco da Copa FT BR Sport de Arrancada, que reúne os carros e as motos mais rápidos da América Latina.

O número que impressiona é a potência, mas por trás de cada largada existe algo menos visível que o motor rugindo. É justamente esse detalhe que dá nome ao autódromo, à copa e à tecnologia embarcada em boa parte do grid: a FuelTech.

A FuelTech não é só patrocínio. É o cérebro do carro

Fundada em Porto Alegre, a FuelTech nasceu fazendo injeção eletrônica programável para carros de arrancada e virou referência mundial em gerenciamento de motor de alta performance. Hoje a marca gaúcha equipa desde o hobbista até equipes de ponta nos Estados Unidos, e emprestou o nome ao antigo Velopark, rebatizado Autódromo FuelTech Velopark.

Num carro de 4 mil cv, a potência bruta é só metade da história. A outra metade é controle. É a central de injeção que decide, milésimo a milésimo, quanto combustível entra, qual o ponto de ignição, como a pressão de turbo sobe sem estourar o motor na largada. Sem essa camada de software e sensores, potência vira apenas destruição. A FuelTech é a marca que transformou esse controle em produto brasileiro competitivo lá fora.

Por isso a copa carrega a sigla FT no nome. Não é só marketing: é a tecnologia que torna esses tempos possíveis rodando dentro da maioria dos carros que largam.

Dois carros de arrancada acelerando lado a lado na Copa FT BR Sport no FuelTech Velopark
Dois carros disputam lado a lado na reta do FuelTech Velopark. Foto: Divulgação.

As categorias da Copa FT BR Sport

A Copa FT BR Sport de Arrancada é disputada em etapas ao longo da temporada, e cada resultado conta pontos rumo ao título geral. A briga acontece em várias categorias, cada uma com seu tipo de preparação:

  • Pro Mod: o topo. Carros com mais de 4 mil cv que cruzam a marca dos 300 km/h.
  • Pro Mod Light SL 4.4: turbo dianteiro, um degrau abaixo em potência.
  • Dianteira Turbo A e B: divisões de tração dianteira turbinada.
  • Traseira Turbo A: tração traseira turbinada.
  • Dragster Júnior: a porta de entrada, com veículos de base para os mais novos.

Um dos carros mais celebrados é o Cobalt de Cacá Daud, que tira mais de 2 mil cv de um motor de apenas quatro cilindros. É a prova viva de que arrancada não é sobre tamanho de motor, e sim sobre o quanto se extrai de cada cilindrada com preparação e eletrônica afiada.

Um evento do tamanho do esporte

A dimensão da Copa FT ficou clara logo na etapa de estreia: mais de 10 mil pessoas no autódromo, 167 pilotos vindos do Brasil e da Argentina e nada menos que 25 recordes quebrados em três dias. A premiação entrou para a história do esporte a motor brasileiro, com mais de R$ 200 mil em produtos de marcas de alta performance distribuídos entre os vencedores.

Entre os primeiros nomes a levantar troféu na competição estão Roderjan Busato (Pro Mod), Fabio Luiz Wisniewski (Pro Mod Light), Pedro Antônio Dalaqua de Paula (Dianteira Turbo A), Adriano Scariot (Dianteira Turbo B), Celso Bueno de Camargo (Traseira Turbo A) e Murilo Gomes (Drag Bike). A cada etapa, esses pilotos entram sob a mesma pressão: defender a ponta ou reagir cedo antes que a distância no campeonato fique grande demais.

Carros posicionados na árvore de largada da Copa FT BR Sport de Arrancada com painéis FuelTech e BR Sport
A árvore de largada define a corrida em milésimos. Foto: Divulgação.

201 metros que exigem tudo

Arrancada engana quem vê de fora. Parece simples: dois carros, uma reta, quem chega primeiro vence. Mas a prova toda dura poucos segundos, e nesse intervalo não existe margem para correção. A largada precisa ser perfeita, a tração tem que segurar mais de 4 mil cv sem rasgar o pneu, e qualquer hesitação de milésimo custa a passagem.

Por isso a arrancada é um dos esportes mais dependentes de dados do mundo. Cada corrida gera um pacote de informação, temperatura, pressão, rotação, escorregamento de pneu, que a equipe analisa para ajustar o carro na bateria seguinte. É engenharia aplicada sob pressão máxima, com a central FuelTech no centro dessa leitura.

Um evento pensado para a família

Apesar da brutalidade dos números, a Copa FT não é só para o fã raiz de motor. A organização monta uma estrutura de experiência ao redor da pista: shows de drift, a Área Insana, espaços kids, camarote VIP BR Sport, visitas aos boxes e áreas de test drive com expositores do setor automotivo. Os ingressos das etapas ficam disponíveis no site oficial do autódromo.

O que a arrancada ensina sobre alta performance

O carro de 4 mil cv é uma boa metáfora para qualquer atleta ou equipe de ponta. Potência sem controle não vence corrida, ela funde o motor na largada. O que separa o pódio do prejuízo é a capacidade de transformar força bruta em força aplicada no momento certo, e isso depende de dados, ajuste fino e repetição.

A FuelTech construiu um negócio global justamente vendendo esse princípio: o que importa não é só o quanto você produz, mas o quanto você consegue gerenciar. Vale para um motor turbo e vale para o corpo de um atleta. Medir, ajustar e repetir é o que transforma o talento cru em resultado consistente. Na pista de Nova Santa Rita, quem entende melhor essa conta chega primeiro.

Perguntas frequentes sobre a arrancada e a Copa FT

O que é a Copa FT BR Sport de Arrancada?

É uma competição de arrancada (drag racing) disputada no Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita (RS), que reúne os carros e as motos mais rápidos da América Latina em várias etapas ao longo da temporada.

Quantos cavalos tem um carro de arrancada Pro Mod?

Os carros da categoria Pro Mod passam de 4 mil cavalos de potência e ultrapassam os 300 km/h em poucos segundos, numa reta de pouco mais de 200 metros.

O que a FuelTech faz na arrancada?

A FuelTech fabrica a injeção eletrônica programável que gerencia o motor: controla combustível, ignição e pressão de turbo em tempo real. É o que permite transformar mais de 4 mil cv em desempenho sob controle, sem estourar o motor na largada.

Onde acontece a Copa FT BR Sport de Arrancada?

No Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul, a cerca de 30 km de Porto Alegre.

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