Em três dias, a caravana mais famosa do ciclismo sai de Barcelona rumo ao coração da França. Tadej Pogacar pedala em busca de algo que nenhum ciclista conquistou em mais de três décadas: o quinto título do Tour de France. Enquanto o esloveno afina os últimos detalhes da preparação, a grama de Wimbledon já vibrou com João Fonseca, e a Seleção Brasileira respirou fundo em Houston depois de um sufoco contra o Japão. Tem muita coisa acontecendo no esporte de alto nível.
Tadej Pogacar e a corrida pelo 5º Tour de France

Há apenas quatro ciclistas na história que venceram o Tour de France cinco vezes: Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Indurain. Em 4 de julho, quando a caravana parte de Barcelona para a 113ª edição da maior corrida de ciclismo do mundo, Tadej Pogacar pedala rumo a este seleto grupo. Aos 27 anos, o esloveno seria o mais jovem a alcançar a marca.
Pogacar venceu o Tour em 2020, 2021, 2024 e 2025, somando quatro Maillots Jaunes num ciclo de dominância que não se via desde Indurain nos anos 90. A única interrupção foram as duas vitórias de Jonas Vingegaard (2022 e 2023), quando Pogacar admitiu, sem drama, que o rival era simplesmente melhor naquele momento. Ele voltou. Em 2026, já ganhou o Tour de Suisse com três etapas e só perdeu uma corrida no ano inteiro: a clássica Paris-Roubaix, para Wout van Aert.
Vingegaard também chega forte: venceu o Giro d’Italia 2026 e treinou em altitude nos Alpes. O jovem francês Paul Seixas é a carta-coringa da edição. Mas os especialistas são quase unânimes: Pogacar é o favorito absoluto. A largada em Barcelona marca o início da disputa pelo que pode ser um dos títulos mais históricos do ciclismo moderno.
O que aconteceu no esporte

Fonseca domina ex-top 10 e abre Wimbledon com vitória convincente
Na tarde de segunda-feira (29), João Fonseca mostrou por que os europeus já começam a falar em “ameaça real”. O carioca de 19 anos, atual 27º do ranking ATP, enfrentou o espanhol Roberto Bautista Agut (183º, ex-9º do mundo) e venceu por 7/6(4), 6-4 e 6-3 em 2 horas e 28 minutos. Um resultado mais seguro do que o placar sugere.
O primeiro set foi o mais disputado: Bautista chegou a abrir 6-5 antes de Fonseca fechar no tie-break com 7-4. Nos dois sets seguintes, o brasileiro se impôs com o saque e o forehand. “Grama é difícil, mas me senti bem”, disse ele após a partida. Na segunda rodada, enfrenta o holandês Jesper de Jong. Se avançar, o caminho pode incluir um duelo com Djokovic nas quartas de final.
Brasil 2×1 Japão: Martinelli decide nos acréscimos e Seleção vai às oitavas

Por pouco não foi uma noite de angústia total. O Japão abriu o placar aos 28 minutos com Kaishu Sano, explorando um erro defensivo de Danilo. A Seleção teve dificuldades no primeiro tempo e só no segundo, com mais pressão e movimentação, retomou o controle. Casemiro empatou aos 54 minutos de cabeça, após cruzamento de Gabriel Magalhães.
O gol da virada veio do banco, aos 95 minutos. Gabriel Martinelli entrou, recebeu dentro da área e estufou as redes. Brasil 2×1 Japão, classificação garantida para as oitavas. O preço da vitória foi alto: Lucas Paquetá saiu com lesão na coxa esquerda no intervalo e está fora do próximo jogo. A Noruega espera no MetLife Stadium, dia 5 de julho, às 17h (Brasília).
Djokovic abre Wimbledon com vitória e recorde histórico de 21/21
Novak Djokovic entrou no Centre Court pela 21ª vez para o primeiro round de Wimbledon e saiu vencedor pela 21ª vez. Vitória sobre o chinês Wu Yibing por 6-4, 5-7, 6-4 e 6-4. O heptacampeão, agora com 39 anos, cedeu o segundo set mas não hesitou nos demais. A campanha de 21 vitórias em 21 estreias em Wimbledon é um recorde absoluto: nenhum outro tenista na história chegou perto desse aproveitamento.
Na segunda rodada, desta quarta-feira (1º), Djokovic enfrenta Stefanos Tsitsipas, num duelo que promete. A busca pelo oitavo título de Wimbledon começa com o pé direito.
Radar do Esporte
IA entra na maior corrida de ciclismo do mundo
A empresa de tecnologia francesa Capgemini se tornou parceira oficial do Tour de France e do Tour de France Femmes avec Zwift até 2029. O objetivo é usar inteligência artificial e análise de dados para transformar a corrida: leitura de performance dos ciclistas em tempo real, engajamento de fãs globais e análise tática cruzando histórico de cada atleta com dados ao vivo dos pelotões. Com o Tour começando em três dias, a parceria chega no momento mais simbólico possível. O maior evento do ciclismo mundial entra de vez na era da IA.
Amazon Prime Video tem 27% do mercado global de esporte ao vivo

A Amazon Prime Video é hoje a maior plataforma de streaming em direitos esportivos do mundo: 27% do mercado global e US$ 3,96 bilhões investidos em 2026. A DAZN aparece em segundo com 22% e US$ 3,23 bilhões. No total, plataformas digitais devem injetar US$ 14,2 bilhões em propriedades esportivas este ano, alta de 7% sobre o período anterior.
O movimento remolda como os esportes são monetizados. Modalidades com menor audiência televisiva, como ciclismo e triatlo, passaram a ser disputadas por streamers que precisam de conteúdo premium para reter assinantes. A briga pelos direitos esportivos ainda vai esquentar muito.
Copa 2026: a caminho de ser o evento esportivo mais lucrativo da história
A Copa do Mundo 2026 está a caminho de ser o evento esportivo mais lucrativo da história, com projeção de receitas acima de US$ 11 bilhões (mais de R$ 56 bilhões). O crescimento vem do novo formato com 48 seleções, 104 jogos e a realização simultânea em três países: EUA, Canadá e México.
Só em patrocínios, a FIFA deve arrecadar entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões, novo recorde absoluto. As marcas investem porque 77% dos brasileiros declararam que vão acompanhar o torneio, segundo pesquisa da Kantar. No esporte, número de audiência ainda é a melhor moeda.
Insight de Performance
Em 2022 e 2023, Tadej Pogacar foi derrotado. Duas vezes consecutivas, publicamente, pelo mesmo rival. O cara que parecia imbatível em 2020 e 2021 ficou dois anos sem o Maillot Jaune. A resposta não foi reclamar da sorte nem redesenhar do zero o próprio estilo. Foi voltar para o laboratório, analisar o que Vingegaard fazia de diferente e recalibrar o protocolo de treinamento. Isso tem nome na psicologia do esporte: resposta adaptativa ao fracasso.
Para atletas amadores, a lição é direta: depois de um mau resultado, a pergunta certa não é “o que fiz errado no dia?”. A pergunta certa é: “o que na minha preparação produziu este resultado?”. A diferença parece pequena, mas é tudo. Uma olha para o evento. A outra olha para o sistema. Pogacar olhou para o sistema e voltou com quatro títulos nos próximos três anos. O campeão não é quem nunca perde. É quem aprende mais rápido com cada derrota.
Quer aplicar esse tipo de raciocínio sistêmico ao seu treino? Conheça a Atleta Pro Academy e desenvolva a mentalidade e o método de quem compete no topo.
Gostou do conteúdo? A Atleta Pro News é enviada 3x por semana direto para atletas e fãs de esporte de alto desempenho. Assine gratuitamente.
Encontrou algum dado incorreto ou desatualizado neste post? Deixe um comentário abaixo e nos avise.



