No topo do tênis mundial, o relógio no pulso vale mais do que muitos carros de luxo. Os grandes nomes do circuito se dividem em basicamente duas marcas: a Richard Mille, que virou sinônimo de Rafael Nadal, e a Rolex, que patrocina Roger Federer, Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e Coco Gauff. Fora desse eixo, Novak Djokovic aparece com a Hublot e Aryna Sabalenka com a Audemars Piguet. Os preços vão de algumas dezenas de milhares de dólares a mais de US$ 1 milhão por peça, e muitos desses relógios são usados em quadra, durante os pontos.
Este guia reúne quem usa o quê, quanto custa cada modelo e, principalmente, por que as marcas mais caras do mundo transformaram o pulso dos tenistas na vitrine mais disputada do esporte.
Que relógio os tenistas usam, afinal?
A resposta curta: quase todos os líderes do ranking têm contrato com uma relojoaria suíça de altíssimo padrão. Não é acessório, é patrocínio. E se concentra em poucas marcas.
| Tenista | Marca | Modelo em destaque | Preço aproximado |
|---|---|---|---|
| Rafael Nadal | Richard Mille | RM 27-05 Rafa Nadal | ~US$ 1,1 mi (R$ 5,6 mi) |
| Roger Federer | Rolex | Daytona ouro branco / Sky-Dweller | US$ 55 mil a 1,5 mi (R$ 280 mil a 7,7 mi) |
| Carlos Alcaraz | Rolex | Cosmograph Daytona | US$ 37 mil a 150 mil (R$ 190 mil a 770 mil) |
| Jannik Sinner | Rolex | Cosmograph Daytona Everose | a partir de ~US$ 40 mil (R$ 205 mil) |
| Coco Gauff | Rolex | modelos variados | dezenas de milhares |
| Novak Djokovic | Hublot | Big Bang | dezenas de milhares |
| Aryna Sabalenka | Audemars Piguet | Royal Oak | dezenas de milhares |
Valores de mercado, câmbio de julho de 2026 a US$ 1 = R$ 5,11.
Rafael Nadal e o relógio dos tenistas mais caro em quadra
Nenhum atleta encarna melhor a relação entre tênis e alta relojoaria do que Rafael Nadal. A parceria com a Richard Mille começou em 2008, e o primeiro relógio estreou no pulso do espanhol em Roland Garros, em 2010. Desde então, ele jogou finais de Grand Slam usando peças que custam mais do que uma casa.
O ponto que fez a série ficar famosa foi um desafio técnico: criar um relógio caríssimo e complexo, com tourbillon, leve o suficiente para aguentar as pancadas de um saque e de uma esquerda de Nadal sem quebrar. A relojoaria suíça dizia que era impossível. Não era. Contamos essa história em detalhe em Nadal e o relógio que a relojoaria suíça jurava ser impossível.

Quanto custa o relógio do Nadal?
Curto e direto: os relógios da linha RM 27, feitos sob medida para Nadal, custam entre US$ 500 mil e mais de US$ 1,3 milhão, dependendo do modelo e do ano. É provavelmente o relógio mais caro já usado rotineiramente durante partidas profissionais.
| Modelo | Ano | Preço de lançamento | Observação |
|---|---|---|---|
| RM 027 | 2010 | US$ 500 mil | hoje negociado acima de US$ 1,2 mi |
| RM 27-03 | 2017 | US$ 725 mil | hoje acima de US$ 1,3 mi |
| RM 27-04 | 2020 | US$ 1,05 mi | edição de 50 peças |
| RM 27-05 | 2024 | US$ 1,1 mi | 80 peças, apenas 11,5 gramas |
O RM 27-05, o mais recente, pesa apenas 11,5 gramas sem a pulseira e aguenta até 14.000 g de força, o que o torna o tourbillon de corda manual mais leve e resistente do planeta. Traduzindo: é um relógio de mais de R$ 5,6 milhões projetado para apanhar em quadra.
Carlos Alcaraz e o Rolex Daytona
O herdeiro de Nadal na Espanha seguiu por outra marca. Carlos Alcaraz é embaixador da Rolex e costuma aparecer com o Cosmograph Daytona em várias versões: platina com mostrador azul-gelo, ouro amarelo, e um Daytona de ouro com mostrador azul-turquesa em Roland Garros.
O preço de tabela do Daytona gira em torno de US$ 37 mil, mas a escassez faz o valor de revenda saltar para perto de US$ 150 mil. É o retrato de uma geração que usa o relógio como declaração de status logo cedo.

Roger Federer, o embaixador eterno da Rolex
Roger Federer e a Rolex são quase uma coisa só. Mesmo aposentado das quadras, o suíço segue como o rosto mais valioso da marca. Sua coleção mistura o discreto e o absurdo: já foi visto com um Sky-Dweller de cerca de US$ 55 mil e também com um raríssimo Daytona de ouro branco cravejado de safiras azuis, avaliado em torno de US$ 1,5 milhão.
Federer é a prova de que o contrato de relógio não termina quando a carreira acaba. A imagem construída em quadra continua vendendo por décadas.
Jannik Sinner, Coco Gauff e a nova geração da Rolex
A Rolex fez o dever de casa e amarrou os nomes que vão dominar a próxima década. Jannik Sinner é testimonee da marca desde 2020 e levantou o troféu de bicampeão de Wimbledon com um Cosmograph Daytona Everose no pulso. Coco Gauff entrou para a família Rolex em 2019, aos 15 anos, antes mesmo de ganhar um Grand Slam.
É uma aposta clássica das grandes marcas: assinar com o talento cedo, quando ele ainda é promessa, e crescer junto.
Djokovic e Sabalenka: quem foge da Rolex
Nem todo mundo joga no time da coroa. Novak Djokovic é embaixador da Hublot desde 2021, depois de passagens por Seiko e Audemars Piguet, e costuma usar o modelo Big Bang. Do lado feminino, Aryna Sabalenka representa a Audemars Piguet e apareceu em Roland Garros com um Royal Oak de mostrador turquesa.
A divisão mostra que o mercado de relógios de luxo trata o tênis como território estratégico: cada marca quer ter o seu campeão.
Por que as marcas de luxo caçam tenistas
Aqui está o ponto que quase ninguém explica. O tênis é o esporte perfeito para vender relógio caro por três razões objetivas.
Primeira: o tenista joga com o pulso à mostra e sem luva, o que coloca o relógio em cena o tempo todo, ao contrário do futebol ou do automobilismo. Segunda: o público do tênis se sobrepõe quase perfeitamente ao público de alto poder aquisitivo que compra relojoaria suíça. Terceira: o esporte é global e individual, então o rosto do atleta carrega a marca sozinho, sem dividir os holofotes com um time.
É a mesma lógica de patrocínio que move os maiores contratos do esporte. Quem quiser entender a escala desse mercado pode olhar quanto ganham os astros de outras modalidades, como em quanto ganha Cristiano Ronaldo: a maior parte da renda de um top global não vem do salário, vem da imagem.
O relógio dos tenistas comuns: performance não se compra no pulso
Para o jogador de fim de semana, a boa notícia é que nada disso melhora o seu jogo. Um relógio de US$ 1 milhão não devolve uma bola a mais. O que ajuda o tenista amador é medir o que importa: frequência cardíaca, tempo de treino, recuperação, hidratação. E isso cabe em um monitor esportivo de algumas centenas de reais, não em um tourbillon.
Casio, Garmin e similares resolvem com folga a única função que de fato impacta a performance: dado. O relógio de luxo do profissional é consequência do sucesso, não causa. Ele aparece depois que o talento e a disciplina já construíram a carreira.
E é essa a lição que o pulso dos campeões esconde. O RM 27 de Nadal só existe porque, antes dele, vieram 20 anos de treino brutal e 22 Grand Slams. O relógio é o troféu, não a ferramenta. Foque na ferramenta primeiro. O troféu vem depois.
Perguntas frequentes sobre os relógios dos tenistas
Qual o relógio do Nadal?
Rafael Nadal usa relógios da linha Richard Mille RM 27, feitos sob medida para ele. São ultraleves (o RM 27-05 pesa 11,5 gramas), têm tourbillon e custam mais de US$ 1 milhão.
Qual marca patrocina o Nadal?
A Richard Mille, marca suíça de alta relojoaria, parceira de Nadal desde 2008.
Que relógio o Federer usa?
Roger Federer é embaixador da Rolex. Já foi visto com um Sky-Dweller (cerca de US$ 55 mil) e um raro Daytona de ouro branco com safiras avaliado em torno de US$ 1,5 milhão.
Quanto custa o relógio dos tenistas?
Depende do modelo. Vai de cerca de US$ 37 mil (o Rolex Daytona de tabela usado por Alcaraz e Sinner) a mais de US$ 1 milhão (o Richard Mille de Nadal).
Que relógio o Sinner usa?
Jannik Sinner é testimonee da Rolex desde 2020 e costuma usar o Cosmograph Daytona, inclusive na versão em ouro Everose.
Qual relógio a Sabalenka usa?
Aryna Sabalenka é embaixadora da Audemars Piguet e usa o modelo Royal Oak.
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