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Shnaider salva set point, encerra tabu e vai à final em Tóquio

Diana Shnaider comemora na semifinal de Tóquio

Diana Shnaider chegou a este sábado (31) com quatro semifinais perdidas em 2026 e, no tie-break do segundo set, ficou a um ponto de ver a quinta ir para o set decisivo. A russa salvou o set point, ganhou quatro dos cinco últimos pontos e venceu a eslovaca Mia Pohankova, de 18 anos, por 6/4 e 7/6 (7), em 1h46. Com isso, chegou à primeira final da temporada, no Toray Pan Pacific Open, o WTA 500 de Tóquio.

A adversária será Leylah Fernandez, que mais cedo bateu a usbeque Kamilla Rakhimova por 7/5 e 6/3, em 1h54. O duelo reúne duas canhotas e vale 500 pontos e US$ 185.500 para a campeã.

Quatro games seguidos viraram o primeiro set

Campeã juvenil de Wimbledon em 2025 e número 144 do mundo, Pohankova disputava a primeira semifinal da carreira no circuito principal e ainda não tinha perdido um set em Tóquio. Ela começou no mesmo ritmo: quebrou o saque da cabeça de chave 3 logo no início e abriu 4/2.

O set mudou quando a eslovaca tentou fechar. Shnaider ganhou os quatro games seguintes, com duas quebras, e a segunda encerrou a parcial em 6/4. Foram as únicas conversões da russa em seis chances no jogo.

A base esteve no saque. Shnaider acertou 72% dos primeiros serviços e venceu 80% desses pontos, 45 em 56.

Três break points e um set point no segundo set

A segunda parcial só teve break points no terceiro game, e foram todos de Pohankova. Shnaider salvou os três seguidos, e nenhuma das duas perdeu o saque até o tie-break.

Foi ali que a eslovaca abriu 6/5, com a chance de empatar a partida. A russa devolveu o ponto, desperdiçou o primeiro match point e converteu o segundo para fechar em 9/7.

Na entrevista em quadra, Shnaider elogiou o potencial da adversária e destacou a satisfação por alcançar a primeira decisão da temporada em Tóquio. Ela também reconheceu a dificuldade de competir a um passo de uma final.

Mia Pohankova sorri e acena com a raquete na mão depois de vencer Naomi Osaka em Tóquio
Pohankova depois da vitória sobre Naomi Osaka, na segunda rodada. Foto: Rie Kikuchi/AFP, via WTA

A derrota encerra a melhor semana da carreira de Pohankova, que entrou por convite. Ela passou por Tereza Valentova por 6/1 e 6/4, derrubou a cabeça de chave 7, Naomi Osaka, por 6/3 e 7/5, e eliminou Alycia Parks por 7/6 (3) e 6/3. Sai com 195 pontos e US$ 66.003, pela tabela oficial.

Fim de uma sequência que vinha desde Adelaide

Antes de Tóquio, Shnaider havia parado nas semifinais em Adelaide, Roland Garros, Washington e Ningbo. A de Paris foi a melhor campanha dela em um Grand Slam. Agora, a russa de 22 anos, número 13 do mundo, disputa o sexto título da carreira e o primeiro de 2026.

A vaga veio um dia depois da virada sobre Alexandra Eala em 2h52. A russa atribuiu a capacidade de sustentar o esforço em dias seguidos à preparação física para a temporada asiática. Mesmo depois da longa batalha das quartas, conseguiu voltar à quadra e suportar outra partida exigente.

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Fernandez reagiu duas vezes e soma 14 vitórias na Ásia

Do outro lado da chave, Fernandez também saiu atrás nos dois sets contra Rakhimova, número 66 do mundo, que caiu no qualifying e entrou como lucky loser. No segundo, a canadense estava 2/0 abaixo e ganhou seis dos sete games seguintes.

Os números explicam a reação: 41 winners contra 20 erros não forçados, nove aces, 14 pontos ganhos em 20 subidas à rede e quatro quebras em seis chances.

Leylah Fernandez cerra o punho e vibra durante a semifinal contra Kamilla Rakhimova em Tóquio
Fernandez na semifinal contra Rakhimova. Foto: AFP, via Inquirer

Aos 24 anos, finalista do US Open de 2021 e número 23 do mundo, Fernandez agora tem 14 vitórias e três derrotas na temporada asiática. Esta é a terceira final dela em 2026, todas nos últimos dois meses: foi campeã em Singapura e perdeu para Elena Rybakina em Ningbo. Em Tóquio, avançou às semifinais sem jogar, depois da desistência de Rybakina por lesão no pescoço.

Retrospecto favorece a russa, e o relógio favorece a canadense

Shnaider lidera o confronto por 3 a 2 e venceu os três últimos jogos, todos em sets diretos: Hong Kong, em 2024, e Adelaide e Charleston, neste ano. Fernandez ganhou os dois primeiros, em 2024, em Cincinnati e Wuhan, e não leva um set da rival desde então.

O desgaste aponta para o outro lado. Pelos tempos oficiais da WTA, Shnaider passou 7h11 em quadra em três partidas, contra 5h40 de Fernandez, que também jogou três vezes. Shnaider prevê uma disputa equilibrada contra outra canhota e afirmou que pretende manter a concentração em cada ponto, sem antecipar o resultado.

A final está marcada para o meio-dia de domingo (1º) no Japão, meia-noite em Brasília, na virada de sábado para domingo. Fernandez busca o sétimo título da carreira.

Stefani também joga a final

O Brasil tem presença garantida no domingo. Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski, cabeças de chave 1, venceram Storm Hunter e Maya Joint por 5/7, 6/4 e 10/3, em 1h42, e decidem o título de duplas logo depois da final de simples. As rivais são as italianas Sara Errani e Jasmine Paolini, que passaram por Tereza Mihalikova e Olivia Nicholls por 6/4 e 6/0.

O que isso ensina sobre alta performance

Quatro semifinais perdidas no ano poderiam virar peso, e o jogo de Shnaider mostra um caminho para lidar com isso: resolver o ponto seguinte, não a sequência inteira. Atrás por 4/2 e depois diante de um set point, o problema dela era um só, vencer o próximo rali.

Fernandez traz a outra lição, sobre planejamento. Depois do US Open, ela e a equipe decidiram jogar o máximo possível. Segundo a canadense, o grupo entendeu que ela precisava de partidas difíceis para desenvolver respostas em situações desconfortáveis, algo que os treinos não conseguem reproduzir integralmente. Para quem compete, a mensagem é direta: pressão também se treina competindo.

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