Placar

ARTIGOS E NOTÍCIAS ATLETA PRO

Shnaider vira sobre Eala em 2h52 e vai à semifinal em Tóquio

Diana Shnaider em ação no Toray Pan Pacific Open de Tóquio

Diana Shnaider perdeu o primeiro set, viu o tie-break do segundo chegar a 5/5 e ficou a dois pontos da eliminação. Duas horas e 52 minutos depois do início, estava na semifinal do Toray Pan Pacific Open, em Tóquio: a russa de 22 anos venceu a filipina Alexandra Eala por 2/6, 7/6 (5) e 6/4 nesta sexta-feira (30), nas quartas de final do WTA 500 japonês.

Foi a segunda vitória dela sobre a mesma adversária em oito dias. “Esse jogo merecia ser uma final”, disse Shnaider ainda na quadra. “Foi um nível insano de tênis das duas. Eu não acreditava que conseguiria essa vitória, porque ela jogou demais. Só tentava me lembrar de seguir lutando por cada ponto, e isso deu resultado.”

Cinco games seguidos e um primeiro set de Eala

Eala, cabeça de chave 8, começou atrás no placar, mas reagiu com cinco games seguidos e abriu 5/1 no Ariake Coliseum. Shnaider, cabeça de chave 3 e número 13 do mundo, ainda devolveu um game, mas a filipina de 21 anos, com duas quebras no set, fechou em 6/2 no próprio saque.

O roteiro mudou de tom na segunda parcial. As duas seguraram o saque nos 12 primeiros games, sem nenhuma quebra. Eala teve oportunidades nos games de serviço da russa, que escapou da pressão várias vezes e levou a definição do set para o tie-break.

Alexandra Eala rebate de backhand com as duas mãos em partida do Toray Pan Pacific Open, em Tóquio
Eala em Tóquio, na vitória da quarta-feira sobre Talia Gibson. Foto: WTA

O tie-break decidido por uma dupla falta

Shnaider abriu 5/3, mas Eala ganhou dois pontos seguidos e empatou em 5/5, a dois pontos de encerrar o jogo em sets diretos. Foi nesse momento que veio o lance mais caro da partida: uma dupla falta da filipina entregou o set point à adversária, que fechou com um ace em 7/5.

Em dois pontos, o controle do jogo trocou de lado. Uma jogadora errou o saque sob pressão, e a outra acertou o dela quando mais precisava.

Quebra, tornozelo e uma reação até o último game

No set decisivo, Shnaider quebrou Eala no terceiro game e abriu 3/1. Foi a primeira quebra desde o quinto game da partida.

Eala recebeu atendimento médico no tornozelo direito e voltou para jogar. As reportagens consultadas não trazem diagnóstico. Ela seguiu competindo até o fim: manteve o saque para diminuir para 3/2, depois para 4/3, com uma comemoração intensa, e mais uma vez para 5/4.

No último game, a filipina ainda teve um break point, com 40/30 no placar. Shnaider respondeu com três pontos seguidos, fechou em 6/4 e celebrou aos gritos.

Atleta Pro News

O esporte que importa, 3 vezes por semana no seu e-mail

Resultados, bastidores e histórias do esporte, direto na sua caixa de entrada. Grátis.

Ao assinar, você aceita receber os e-mails do Atleta Pro. Dá para sair quando quiser. Política de privacidade.

Duas batalhas em oito dias

O duelo repetiu o de 22 de outubro, na segunda rodada do WTA 500 de Ningbo, na China. Lá, Shnaider venceu por 7/5 e 6/4 em 1h55, mas só fechou no sétimo match point, em um último game com sete iguais. Somados, os dois jogos deram 4h47 de quadra em pouco mais de uma semana.

Na época, as duas estavam entre as três canhotas mais bem colocadas do ranking, segundo a WTA, atrás apenas da polonesa Maja Chwalinska. O confronto entre profissionais agora está 2 a 0 para a russa. Eala só leva a melhor no retrospecto juvenil: venceu por 6/1 e 6/3 em Osaka, em 2019.

Diana Shnaider prepara um backhand durante partida noturna em Tóquio, com o placar eletrônico ao fundo
Shnaider na estreia em Tóquio, contra Aliaksandra Sasnovich. Foto: WTA

Para Eala, a derrota não apaga a semana. Ela chegou ao Japão com só uma vitória em três torneios da temporada asiática, e as quartas foram as primeiras desde o título em Washington, em agosto. Em Tóquio, passou por Mika Stojsavljevic por 6/1 e 6/2 e virou sobre Talia Gibson por 4/6, 6/2 e 6/0, com nove games seguidos no fim. Sai com 108 pontos no ranking e US$ 33.475, pela tabela oficial. O próximo destino, segundo o jornal filipino Inquirer, é Hong Kong.

Shnaider é a última cabeça de chave em Tóquio

A vaga vale 195 pontos e US$ 66.003, e é a quinta semifinal de Shnaider em 2026, depois de Adelaide, Roland Garros, Washington e Ningbo. Em Tóquio, a russa já acumula 5h23 em duas partidas, contando as 2h31 contra Aliaksandra Sasnovich, na quarta-feira.

Ela é também a única cabeça de chave que resta no torneio, que perdeu a número 1 do mundo nesta sexta: Elena Rybakina desistiu das quartas com uma lesão no pescoço. Do outro lado da chave, Leylah Fernandez enfrenta Kamilla Rakhimova.

A adversária de Shnaider é a eslovaca Mia Pohankova, de 18 anos, que entrou por convite. Campeã juvenil de Wimbledon em 2025 e número 144 do mundo, ela disputa apenas sua quarta chave principal de WTA. Passou por Naomi Osaka na segunda rodada e por Alycia Parks nas quartas, por 7/6 (3) e 6/3.

A programação oficial abre o sábado (31) ao meio-dia no Japão, meia-noite em Brasília, com Fernandez e Rakhimova. Shnaider e Pohankova jogam em seguida. Na sequência entra a brasileira Luisa Stefani, que disputa a semifinal de duplas ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, contra Storm Hunter e Maya Joint. A final de simples será no domingo (1º).

O que isso ensina sobre alta performance

A partida mostra como o placar de um jogo longo pode depender de poucos pontos. Por quase três horas, as duas jogaram em nível alto, e um dos pontos de virada apareceu em dois saques seguidos no tie-break. Para quem compete, a lição é prática: o saque sob pressão precisa ser treinado sob pressão, com placar simulado e consequência, e não só em repetição solta.

A segunda lição está na forma como Shnaider descreveu a própria virada. Ela não falou em plano genial, e sim em seguir lutando por cada ponto quando nem ela acreditava na vitória. Depois de um set perdido por 6/2, foi esse foco no ponto seguinte que a manteve no jogo até o tie-break. E Eala, com o atendimento no tornozelo e o placar contra, mostrou o outro lado da mesma competência: mesmo na derrota, obrigou a rival a fechar o jogo salvando um break point no último game.

Quer treinar com a mentalidade e os métodos da alta performance?

Conheça a Atleta Pro Academy e leve a ciência da performance para o seu treino.

Conhecer a Atleta Pro Academy

Foto de Atleta Pro
Atleta Pro

Compartilhe:

Artigos relacionados:

Quer receber conteúdos como esse direto no seu e-mail?

Clique no botão abaixo e inscreva-se na Newsletter do Atleta.

Atleta Pro News