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Fábio Wisniewski é tricampeão do Armageddon com o Opala Blue Shark

Opala Blue Shark e Camaro de Helder Gandolfo na final do Armageddon 2026 no Velopark

Fábio Wisniewski chegou ao Autódromo FuelTech Velopark como atual campeão e saiu com mais um troféu. Com o Opala Blue Shark, da Área 55, o gaúcho venceu Helder Gandolfo e o Camaro 68 V8 4×4 Blower na final da 16ª edição do Armageddon, neste sábado (31), em Nova Santa Rita (RS), e se tornou tricampeão do maior evento de arrancada No Prep da América Latina, segundo a cronometragem oficial da Prodeme e a organização do evento, o Listas Brasil.

O título repete o de junho, em Londrina, e soma com o de 2022, também no Velopark. A edição começou com 144 pilotos, de 26 listas, e valia a maior premiação da história do evento: R$ 200 mil, de acordo com a organização.

O cheque simbólico entregue ao campeão marca R$ 190 mil. Em 2021, o campeão levou R$ 40 mil. O pódio teve Gandolfo em segundo e Rodrigo Perigoso, também da Área 55, em terceiro. Chavinsky, da Área 43, campeão do Armageddon em edição anterior, ficou em quarto.

Opala Blue Shark azul, com as rodas dianteiras no ar, e Camaro amarelo de Helder Gandolfo na largada noturna da final do Armageddon no Velopark
O Opala Blue Shark levanta as rodas dianteiras ao lado do Camaro de Helder Gandolfo no duelo pelo título. Foto: Listas Brasil/Reprodução Instagram

Oito duelos até o tricampeonato

No Armageddon, o tempo não decide nada: nos 201 metros de pista sem preparo, avança quem cruza primeiro, e quem perde está fora. A chave oficial registra oito vitórias de Wisniewski até o troféu.

FaseAdversárioCarro
Grupo A, 1ª rodadaJuninhoChevette 20V Preto
Grupo A, 2ª rodadaMárcio AmbrosioPolara V8 Nitro
Grupo A, 3ª rodadaPaulsonGol 4×4 Patinho Feio
Top 32MilitoGol FLD Fireblade
Top 16Thiago HipólitoChevette OHC
Top 8Gustavo MudinuttiGol 4×4 2JZ Bala de Prata
Top 4Rodrigo PerigosoOpala Perigoso 777
FinalHelder GandolfoCamaro 68 V8 4×4 Blower

A semifinal foi um duelo interno da Área 55. Rodrigo Perigoso, que na estreia havia eliminado Cadu Moreira e o Chevy Nova V8 Blower, também defende a lista de Wisniewski. Só um dos dois Opalas podia chegar à decisão. Dos 144 carros iniciais, restavam quatro, de apenas três listas. Perigoso caiu diante do companheiro de lista e depois garantiu o terceiro lugar na disputa contra Chavinsky.

Opala Blue Shark azul-claro na área de largada de uma pista de arrancada, com integrantes da equipe ao lado do carro
O Opala Blue Shark em final anterior do Armageddon. Imagem de arquivo: Lista Área 43/Reprodução YouTube

Na final, o Camaro que derrubou um ex-campeão

Do outro lado da chave, Helder Gandolfo, da Área 41, também fez uma campanha de peso. O Camaro passou por Wallace Ligeirinho, campeão da edição de novembro de 2025, ainda no Top 32. Depois eliminou Dani Pro Auto, vice em junho de 2025, Paulo Moura e Chavinsky.

A página oficial de chaveamento aponta Wisniewski como vencedor do duelo decisivo, mas não publica o tempo das passadas. As fontes consultadas também não detalham o restante da premiação além do cheque do campeão.

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Dois títulos seguidos depois de dois quase

A sequência recente de Wisniewski no Armageddon é de quem está sempre perto da taça. Ele foi terceiro na 13ª edição, em junho de 2025, e vice na 14ª, em novembro do mesmo ano, quando perdeu a decisão para Wallace Ligeirinho. Em junho de 2026, venceu a 15ª edição, em Londrina. Agora, levou também a 16ª, a terceira final seguida.

O primeiro título dele havia saído na 7ª edição, em 2022, a primeira disputada no Velopark. A organização o apresentava nesta edição como bicampeão e um dos favoritos. A chave confirmou o favoritismo até o último duelo. Wisniewski, que também é administrador da Área 55, correu pela equipe GCR Competições.

Vista aérea da pista do Autódromo FuelTech Velopark durante o Armageddon, com carros e público na área de largada
O Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita, recebeu a 16ª edição do Armageddon. Imagem: Lista Área 43/Reprodução YouTube

Quem perdeu a decisão pode procurar a gravação no canal da Lista Área 43 no YouTube, responsável pela transmissão gratuita do evento.

Fábio Wisniewski, de camiseta azul e boné vermelho, comemora com a equipe na pista do Velopark, com o troféu do Armageddon e o cheque de R$ 190 mil
Wisniewski e a equipe comemoram na pista com o troféu e o cheque de R$ 190 mil. Foto: Listas Brasil/Reprodução Instagram

O que o tricampeonato ensina sobre alta performance

Num formato sem repescagem, oito vitórias seguidas valem mais do que uma passada espetacular. Um único erro, em qualquer uma das rodadas, teria encerrado o fim de semana de Wisniewski, da estreia contra Juninho à final contra Gandolfo.

A trajetória também mostra o valor da repetição competitiva. Terceiro lugar, vice e dois títulos em quatro edições consecutivas não são obra de um dia inspirado. São sinal de um piloto e de uma equipe que chegam perto de vencer com frequência suficiente para, nas decisões seguintes, transformar a chance em troféu.

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