Foram 24 games de saque e só 13 confirmados. Numa noite de chuva em Hong Kong, Alexandra Eala precisou de um tie-break e de uma reação no fim do segundo set para passar por Antonia Ruzic. A filipina venceu a croata por 7/6 (9/7) e 7/5, nesta sexta-feira (6), e está na semifinal do Prudential Hong Kong Tennis Open, torneio WTA 250.
Cabeça de chave número 2, Eala enfrenta agora a grega Maria Sakkari, quarta favorita, neste sábado (7). A canhota de 21 anos chega à penúltima rodada depois de três vitórias em sets diretos na semana, as duas últimas decididas em poucos pontos.
Um primeiro set decidido no tie-break por 9 a 7
O jogo começou parelho. Eala abriu 3/2, mas Ruzic venceu os dois games seguintes e passou à frente, segundo o relato da GMA News, emissora filipina. A croata chegou a ficar a um game de fechar a parcial antes de a filipina igualar em 6/6.
No desempate, as duas trocaram pontos até o fim. Eala levou o tie-break por 9 a 7, placar confirmado pelo Tennis.com e pela ESPN, e abriu vantagem numa partida em que o saque pouco protegeu as duas jogadoras.
Chuva no segundo set e três games seguidos no fim
O segundo set teve pausa. Eala abriu 4/2, Ruzic diminuiu para 4/3 e a chuva interrompeu o jogo durante o oitavo game, com a filipina à frente, segundo a GMA News.
Na volta, a croata virou para 5/4 e ficou perto de levar a decisão para o terceiro set. Eala respondeu com três games seguidos, empatou em 5/5 e fechou em 7/5.
“Foi uma montanha-russa, com certeza, e uma batalha incrível”, disse Eala à GMA News. “Não sei o que me inspirou ou me fez continuar cavando mais fundo, mas a Antonia jogou uma partida incrível, e eu me sinto abençoada por poder jogar mais uma rodada aqui.”
Atleta Pro News
O esporte que importa, 3 vezes por semana no seu e-mail
Resultados, bastidores e histórias do esporte, direto na sua caixa de entrada. Grátis.
Ao assinar, você aceita receber os e-mails do Atleta Pro. Dá para sair quando quiser. Política de privacidade.
Os números: 11 quebras em 24 games de saque
As estatísticas da partida, publicadas pelo Tennis.com, explicam o roteiro. Eala confirmou 7 dos 12 games em que sacou. Ruzic confirmou 6 de 12. Foram 11 quebras no total, cinco para a croata e seis para a filipina.
Eala teve 13 break points e converteu 6. Do outro lado, enfrentou 16 e salvou 11, um aproveitamento de 69% sob pressão. Ruzic salvou 7 dos 13 que encarou (54%).
- Primeiro saque em quadra: Ruzic 65% (62 de 95), Eala 60% (61 de 102)
- Pontos ganhos com o 1º saque: Eala 56% (34 de 61), Ruzic 53% (33 de 62)
- Pontos ganhos com o 2º saque: Eala 56% (22 de 39), Ruzic 46% (12 de 26)
- Duplas faltas: Ruzic 7, Eala 3
- Aces: Ruzic 2, Eala 1
A croata colocou mais primeiros saques em quadra, mas perdeu a disputa no segundo serviço e cometeu sete duplas faltas. Num jogo de tantas quebras, cada ponto entregue de graça pesou.

Ruzic vinha de eliminar uma cabeça de chave
Ruzic, de 23 anos, não chegou às quartas por acaso. Na estreia, bateu a armênia Alina Charaeva por 7/6 (7/5) e 6/4. Na segunda rodada, derrubou a chinesa Wang Xinyu, cabeça de chave número 6, por 6/3, 4/6 e 6/2, segundo o quadro oficial da WTA.
A croata vive a melhor temporada da carreira. Em 13 de julho, estreou no top 50 do ranking, de acordo com as notas oficiais do torneio, e Hong Kong foi a quarta campanha dela até as quartas de final em 2026, segundo a WTA.
Sakkari na semifinal deste sábado
A adversária de Eala na semifinal será Maria Sakkari. A grega, ex-número 3 do mundo, bateu a qualifier bielorrussa Aliaksandra Sasnovich por 6/2 e 6/3, em 1h27, segundo o Tennis Majors. Em julho, Sakkari foi vice-campeã em Atenas, diante da torcida, de acordo com a WTA.
Do outro lado da chave, a americana Claire Liu encara a russa Alexandra Shubladze, a qualifier de 21 anos que eliminou Sorana Cirstea, cabeça de chave número 1, nas quartas. A final está marcada para domingo (8).
Eala chegou a Hong Kong com 36 vitórias e 24 derrotas no circuito em 2026 e o primeiro título de WTA da carreira, conquistado em Washington, em agosto, segundo a WTA. Na semana, passou pela australiana Emerson Jones por 6/4 e 6/3 e por Tereza Valentova, que nunca tinha derrotado, por 6/4 e 7/6 (9/7).

O que a vitória ensina sobre alta performance
Eala não dominou o próprio saque: perdeu cinco games de serviço e encarou 16 break points. Mesmo assim, venceu em sets diretos. A diferença esteve em salvar 11 dessas chances e em ganhar mais pontos com o segundo saque do que a rival, o golpe mais exposto quando o placar aperta.
Para atletas e treinadores, há também uma lição sobre interrupções. A chuva parou o jogo com Eala na frente, e a rival voltou melhor, chegando a 5/4. Retomar o foco depois de uma pausa fora do controle, sem deixar o ritmo perdido virar ansiedade, é uma habilidade que se prepara com rotina de aquecimento e plano claro para o recomeço.
E fica o recado sobre jogos feios. Uma partida com 11 quebras raramente é bonita, mas conta como qualquer outra. Saber vencer no dia em que o saque não funciona é o que separa quem vai longe na chave de quem cai cedo.
Quer treinar com a mentalidade e os métodos da alta performance?
Conheça a Atleta Pro Academy e leve a ciência da performance para o seu treino.







