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Guga em Roland Garros 1997: o milagre que virou lenda

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Equipe Atleta Pro

Com o Roland Garros 2026 marcado para começar em 24 de maio, o saibro de Paris está no centro das atenções do tênis mundial. João Fonseca confirma nesta semana sua entrada como cabeça de chave pela primeira vez na carreira, aos 19 anos e com 29° lugar no ranking ATP. E enquanto o Brasil se prepara para acompanhar uma nova geração no Grand Slam, vale lembrar que tudo começou num dia de junho de 1997, quando um garoto de 20 anos de Florianópolis fez o que ninguém esperava: ganhou Roland Garros sendo o 66° tenista do mundo.

Gustavo Kuerten: o 66° do mundo que parou Paris em 1997

Gustavo Kuerten no Roland Garros, celebrando seu título histórico em Paris
Gustavo Kuerten relembra os títulos em Paris | Foto: Reprodução / CNN Brasil

Em junho de 1997, Gustavo Kuerten chegou ao Roland Garros carregando um currículo modesto: 20 anos de idade, zero títulos ATP e a 66ª posição no ranking mundial. Nenhum especialista apostaria um centavo nele. Mas Guga não havia lido os relatórios dos analistas.

No caminho até a final, o catarinense fez o que os números não previam. Eliminou Thomas Muster, que era um dos melhores jogadores de saibro da época, e derrubou outros favoritos ao longo de uma campanha que o circuito jamais havia visto. Segundo a Olympics.com, foi a maior zebra da história do torneio até então.

Na final, esperava Sergi Bruguera: bicampeão de Roland Garros, experiente, favorito absoluto. Guga não cedeu um único set: 6-3, 6-4, 6-2. Uma partida perfeita, de um jogador que segundo as projeções não deveria estar na final. A cena do Guga de joelhos no saibro da quadra Philippe-Chatrier deu a volta ao mundo e inaugurou uma nova era no tênis brasileiro.

Aquela não foi uma vitória isolada. Guga voltou a Paris em 2000 e 2001, conquistando dois títulos consecutivos, e chegou ao número 1 do mundo no encerramento da temporada 2000. Com Roland Garros voltando ao calendário em 24 de maio de 2026, e João Fonseca chegando como cabeça de chave pela primeira vez, o espírito do Guga segue vivo no saibro de Paris.

O que aconteceu no esporte

João Fonseca em ação no Masters 1000 de Roma em preparação para Roland Garros 2026
João Fonseca em ação no Masters 1000 de Roma | Foto: Reprodução / UOL

Fonseca é cabeça de chave em Roland Garros pela primeira vez na carreira

Aos 19 anos e com o 29° lugar no ranking ATP, João Fonseca garantiu nesta semana sua vaga como cabeça de chave no Roland Garros 2026, o Grand Slam de saibro de Paris que começa em 24 de maio. É a primeira vez na carreira que o carioca entra num Grand Slam entre os 32 melhores do mundo na chave.

Como seed, Fonseca evita enfrentar outros cabeças de chave até a terceira rodada, uma vantagem estratégica considerável nas fases iniciais do torneio. Segundo o Ge.Globo, a confirmação veio com os resultados desta semana em Roma, que mantiveram Fonseca dentro dos 32 melhores do ranking. A ausência de Carlos Alcaraz, que se recupera de lesão no pulso, também colaborou para garantir a vaga. Antes de Paris, o brasileiro disputa o ATP 500 de Hamburgo como preparação final.

Vittoria Lopes é vice-campeã no Ironman 70.3 Gulf Coast

A triatleta cearense Vittoria Lopes subiu ao pódio mais uma vez no circuito internacional, terminando em 2° lugar no Ironman 70.3 Gulf Coast, disputado na Flórida (EUA). A vencedora foi a americana Grace Alexander, com o tempo de 3h42min31s. Vittoria ficou a apenas 20 segundos da vitória, completando a prova em 3h42min51s.

O destaque da brasileira foi na etapa de ciclismo: o 3° pedal mais rápido do dia, com 2h09min28s. Danilo Pimentel também representou o Brasil, terminando entre os 15 melhores na categoria masculina. Dados confirmados pela Tri Sport Magazine.

Narváez vence etapa 4 do Giro, Ciccone assume a maglia rosa

Jhonatan Narváez celebra a vitória na 4ª etapa do Giro d'Italia 2026 em Cosenza
Jhonatan Narváez celebra a vitória na 4ª etapa do Giro 2026 | Foto: Reprodução / El Comercio

A 4ª etapa do Giro d’Italia 2026, entre Catanzaro e Cosenza (138 km), foi a primeira em solo italiano e entregou emoção até os últimos metros. O equatoriano Jhonatan Narváez (UAE Team Emirates) venceu o sprint reduzido no alto da chegada, devolvendo o sorriso a uma equipe que havia perdido 4 dos seus 8 corredores nas etapas anteriores, incluindo Almeida, Yates, Vine e Soler.

Quem aproveitou para assumir a liderança foi o italiano Giulio Ciccone (Lidl-Trek), que veste a maglia rosa pela primeira vez na carreira, com apenas 4 segundos de vantagem sobre o segundo colocado. A classificação geral segue extremamente comprimida, e o Giro de 2026 tem muito por acontecer. Dados conforme reportagem do Ciclismo Pelo Mundo.

Radar do Esporte

“Há entusiasmo muito forte pela corrida no Brasil”, diz CEO global da ASICS

ASICS Gel-Nimbus 28, modelo da marca japonesa que aposta no crescimento do mercado brasileiro de corrida
ASICS Gel-Nimbus 28: marca aposta no corredor brasileiro | Foto: Reprodução / Máquina do Esporte

O CEO global da ASICS, Yasuhito Hirota, disse ao jornal O Globo que o Brasil é um dos países com maior crescimento no mercado de corrida. A marca registrou aumento de 24% nas vendas no país, apontando o brasileiro como consumidor cada vez mais engajado com o esporte. Cerca de 45% do negócio global da ASICS é voltado à corrida de rua, e o Brasil aparece entre os principais motores dessa expansão. Para quem pratica o esporte, o recado é claro: as grandes marcas estão de olho no corredor brasileiro.

Roland Garros anuncia premiação recorde: €61,7 milhões para 2026

Com início em 24 de maio, o Roland Garros anunciou aumento de 9,5% na premiação total da edição de 2026: €61,7 milhões, um recorde histórico do torneio. Segundo o site oficial do torneio, a decisão veio após pressão crescente de atletas como Sinner e Sabalenka, que criticaram os valores e chegaram a discutir um boicote ao Grand Slam de Paris.

Apesar dos números recordes, o Roland Garros ainda fica atrás do US Open e do Australian Open em premiação total. O debate sobre a distribuição justa de receita no tênis segue vivo, e os atletas deixaram claro que pretendem continuar pressionando as organizações para ampliar sua fatia.

Beta Alanina BP Nutrition: o suplemento que atrasa a fadiga muscular

A beta alanina é um dos suplementos com mais evidência científica para esportes de alta intensidade. Ela aumenta a concentração de carnosina no músculo, que age como tampão contra a acidose induzida pelo exercício: você atrasa o “ardor” e sustenta mais tempo na faixa alta de esforço. Esse ganho é documentado em provas de 1 a 4 minutos, séries pesadas de musculação, sprints e treinos intervalados. A Beta Alanina pura da BP Nutrition vem em pote de 200g, com dose recomendada de 3 a 5g por dia, e serve tanto para quem corre 5k forte quanto para quem está em ciclo de hipertrofia, CrossFit, jiu-jitsu ou ciclismo de alta intensidade.

Insight de Performance

A história de Guga em 1997 é um manual de psicologia esportiva disfarçado de conto de fadas. Quando você entra numa competição sem expectativa, sem favoritismo e sem a pressão de ser o candidato óbvio, algo acontece no sistema nervoso: o corpo executa sem a interferência do medo de falhar. A ciência chama isso de “liberdade percebida de pressão”, e estudos mostram que atletas em posição de underdog ativam um estado de flow com mais facilidade do que os favoritos, que carregam o peso da expectativa em cada movimento.

Para o atleta amador, a aplicação é direta: antes de entrar numa corrida, numa prova de triathlon ou de qualquer competição, troque a pergunta “vou bater meu recorde?” por “o que eu consigo fazer hoje com o que tenho?”. Essa simples mudança de foco, do resultado para o processo, é o que separa atletas que travam na largada dos que entregam a melhor performance do ano sem ter planejado isso. Seu melhor desempenho pode estar esperando exatamente no dia em que você parar de tentar ser o favorito e simplesmente for competir.

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