O qualifying de Roland Garros 2026 abriu nesta segunda-feira (18) e com ele voltou aquela inevitável pergunta: quem pisou nessa terra batida de forma mais absoluta? A resposta segue sendo Rafael Nadal, que entre 2005 e 2022 transformou o saibro de Paris em território pessoal. Enquanto Paris recomeça, o Giro d’Italia marcou história no domingo com Jonas Vingegaard conquistando sua 50ª vitória de carreira, e a Seleção Brasileira vive uma tarde decisiva: Carlo Ancelotti anuncia os 26 convocados para a Copa do Mundo 2026.
Rafael Nadal: o maior reinado numa única superfície da história do tênis

Havia um tempo em que ganhar Roland Garros parecia impor limites ao possível. Um Grand Slam disputado na superfície mais física e mental do circuito, onde cada ponto pode durar uma eternidade. E então apareceu Rafael Nadal, que fez do limite o seu quintal. Entre 2005 e 2022, o espanhol de Manacor conquistou 14 títulos em Roland Garros, com um histórico de 112 vitórias e apenas 3 derrotas no torneio ao longo de toda a carreira. Em 2005, com 19 anos, venceu sem perder um set sequer. Em 2022, seu último título, bateu Casper Ruud por 6-3, 6-3, 6-0 numa exibição cirúrgica. Entre esses dois pontos, construiu o maior reinado numa única superfície da Era Aberta do tênis: 81 vitórias consecutivas no saibro entre abril de 2005 e maio de 2007.
A base foi construída desde cedo. O tio Toni Nadal o colocou no saibro de Manacor quando ainda era criança e insistiu que o jovem Rafael desenvolvesse uma qualidade que poucas pessoas conseguem: a paciência tática. No saibro, não se vence no ataque rápido, constrói-se o ponto como um arquiteto constrói um edifício. Nadal aprendeu isso antes de aprender a dirigir. Quando chegou a Paris pela primeira vez, não tinha 20 anos e já sabia exatamente o que fazer em cada centímetro daquela quadra.
Nadal se aposentou em novembro de 2024. Em maio de 2025, Roland Garros prestou homenagem ao Rei: Federer, Djokovic e Murray estiveram juntos na quadra Philippe-Chatrier com ele pela última vez. Com o qualifying de 2026 abrindo, é impossível não pensar no que ele significou para o esporte. Nadal não foi apenas um campeão: foi a prova de que trabalho extremo, amor genuíno pela superfície e resistência às adversidades podem transformar um atleta em algo permanente.
O que aconteceu no esporte

Ancelotti revela os 26 convocados do Brasil para a Copa do Mundo 2026
O técnico Carlo Ancelotti anunciou nesta segunda-feira (18), às 17h45, os 26 jogadores que representarão o Brasil na Copa do Mundo 2026. O evento aconteceu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, com mais de 300 jornalistas credenciados e cerca de 1.200 convidados. O núcleo consolidado inclui Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães, Vinicius Júnior, Raphinha e Matheus Cunha.
As grandes ausências confirmadas são Rodrygo, que rompeu o ligamento cruzado anterior, e Éder Militão, ainda em recuperação. A Copa do Mundo começa em junho, com o Brasil entre as maiores apostas ao título. Acompanhe os detalhes da convocação no Lance.
Vingegaard chega às 50 vitórias de carreira e pressiona no Giro d’Italia

Jonas Vingegaard atacou a 800 metros do topo do Corno alle Scale e venceu a etapa 9 do Giro d’Italia 2026, no domingo (17). Foi a 50ª vitória de carreira do dinamarquês, que também havia triunfado na etapa 7, no Blockhaus. O austríaco Felix Gall não aguentou o ritmo e chegou em 2º, a 11 segundos.
Na classificação geral, Afonso Eulálio, do Bahrain Victorious, mantém a maglia rosa com 2 minutos e 24 segundos sobre Vingegaard. A corrida tem descanso nesta segunda (18) e retoma amanhã com uma contrarrelógio de 42km entre Viareggio e Massa: Vingegaard é favorito na prova contra o relógio e pode pressionar ainda mais o líder. Análise completa no Cycling News.
Roland Garros 2026: 5 brasileiros no qualifying, Fonseca estreia como cabeça de chave
O qualificatório de Roland Garros 2026 começou nesta segunda-feira com cinco brasileiros em ação: Laura Pigossi, Gustavo Heide, Thiago Wild, João Lucas Reis e Pedro Boscardin, todos disputando uma vaga no quadro principal, que começa no dia 24. Quem não precisa passar por essa fase é João Fonseca: o carioca de 19 anos, número 29 do mundo, entra pela primeira vez na carreira como cabeça de chave num Grand Slam.
A marca encerra um jejum de 11 anos do Brasil nessa condição, desde Thomaz Bellucci em 2015. Fonseca chega a Paris com apenas dois jogos disputados nas últimas cinco semanas, depois de sair de Hamburgo com desconforto no pulso direito. O maior teste começa no dia 24. Mais detalhes no Lance.
Radar do Esporte
Roland Garros 2026 bate recorde com €61,7 milhões em premiação total
O Aberto da França 2026 chega a €61,7 milhões em premiação total, aumento de 9,53% sobre o ano anterior. Campeões masculino e feminino recebem €2,8 milhões cada, alta de 9,8% sobre 2025. Até quem perde na 1ª rodada leva €87 mil. Apesar dos números recordes, um grupo de jogadores de ponta, incluindo Carlos Alcaraz e Coco Gauff, argumenta que os prêmios representam apenas 15% do faturamento total do torneio e cobra redistribuição mais justa. O debate deve esquentar durante o Grand Slam. Veja os valores completos no Tennis Majors.
INEOS Grenadiers passa a ser Netcompany INEOS em acordo de €100 milhões
A partir do Giro d’Italia 2026, o time INEOS Grenadiers passou a chamar Netcompany INEOS Cycling Team. O acordo com a empresa de tecnologia dinamarquesa envolve €100 milhões por 5 anos, um dos maiores contratos de patrocínio na história do ciclismo de estrada. A parceria reforça a tendência de grandes empresas de tecnologia entrando no esporte de endurance como plataforma de marca, seguindo o caminho que a F1 e o futebol trilharam antes. Leia mais no Ciclismo pelo Mundo.
Olympikus lança o Corre Pace: primeiro ultratênis de corrida 100% brasileiro

A Olympikus acaba de lançar o Corre Pace, primeiro ultratênis de alto desempenho desenvolvido inteiramente no Brasil. São 140 gramas, placa Carbon-G de tripla camada de fibra de carbono e espuma PEBA expandida a nitrogênio, por R$ 1.999,99: metade do preço dos concorrentes importados de topo. A edição limitada de 1.500 pares já esgotou. A Olympikus também lançou o programa Corre do Amanhã, em parceria com o Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima, com foco na formação de 10 atletas jovens por ano para o atletismo nacional. Veja todos os detalhes no Webrun.
Insight de Performance
Nadal não venceu Roland Garros 14 vezes tentando ser bom em tudo. Ele escolheu uma superfície, foi ao fundo dela e se tornou imbatível. Na psicologia esportiva, esse processo se chama expertise intencional: a decisão deliberada de aprofundar competências específicas em vez de distribuir esforço em todas as direções ao mesmo tempo. Não é talento, é escolha repetida ao longo de anos.
Para o atleta amador, a lição é direta: antes de acumular treinos de corrida, natação, musculação, funcional e aulas de padel todos ao mesmo tempo, vale parar e perguntar qual é a sua argila. Qual a modalidade onde você quer ser realmente bom? Concentrar esforço não é limitar horizonte, é escolher onde você vai construir algo duradouro. Nadal não virou rei tentando vencer em todo lugar. Virou rei sendo imbatível em um lugar só. Escolha sua superfície.
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