O Mundial de Ironman 2026 acontece no sábado, 10 de outubro, em Kailua-Kona, no Havaí, com largada dos profissionais prevista para as 13h25 de Brasília. A transmissão ao vivo é gratuita no canal da Ironman no YouTube e no site ironman.com/proseries, e quem assina o Disney+ também pode assistir pela ESPN.
A edição tem um peso histórico: pela primeira vez desde 2019, homens e mulheres disputam o título no mesmo dia em Kona. São quase 3.000 triatletas na largada, e o Brasil tem uma representante entre as profissionais, a capixaba Pâmella Oliveira.

Horário do Ironman Kona 2026 em Brasília
A largada das ondas profissionais está prevista para as 6h25 no horário do Havaí, que corresponde a 13h25 de Brasília. O Havaí fica sete horas atrás do horário de Brasília e não adota horário de verão.
| Momento | Horário local (Havaí) | Horário de Brasília |
|---|---|---|
| Largada das ondas profissionais | 6h25 | 13h25 (sábado) |
| Largada dos amadores | ondas a cada 5 minutos após os profissionais | a partir de cerca de 13h30 |
| Janela da transmissão oficial | 7h às 16h | 14h às 23h |
| Chegada prevista dos primeiros homens | por volta das 14h | por volta das 21h |
| Chegada prevista das primeiras mulheres | entre 14h30 e 15h | entre 21h30 e 22h |
| Últimos concluintes (limite de 17 horas) | perto da meia-noite | perto das 7h de domingo (11) |
Há um detalhe a observar. A revista Triathlete informa largada dos profissionais às 6h25 locais, mas a página oficial da prova marca o início da transmissão para as 7h locais (14h de Brasília). Até esta quinta-feira (24), a Ironman não havia publicado o cronograma detalhado das ondas, então a recomendação é abrir a transmissão por volta das 13h15 para não perder a natação. As previsões de chegada tomam como base os recordes do percurso e podem mudar com vento e calor.
Onde assistir ao Ironman Kona 2026 no Brasil
O Brasil tem duas rotas oficiais: a transmissão gratuita da própria Ironman, no YouTube e no site da Pro Series, e a ESPN dentro do Disney+, para assinantes. O acordo com a ESPN vale para a América Latina e o Caribe e inclui ao vivo e reprise.
| Onde assistir | O que passa | Custo |
|---|---|---|
| YouTube da Ironman | Prova ao vivo e reprise completa | Grátis |
| ironman.com/proseries | Prova ao vivo | Grátis |
| ESPN no Disney+ | Prova ao vivo e reprise | Assinatura |
| App Ironman Tracker | Parciais de cada atleta em tempo real | Grátis |
Duas ausências merecem registro. O DAZN, que exibe a Pro Series em boa parte do mundo, não tem os direitos na América Latina. E, até esta quinta-feira (24), nenhuma emissora de TV aberta ou canal fechado brasileiro havia anunciado a transmissão do Mundial.
Dá pra assistir de graça?
Sim. O sinal oficial da Ironman é gratuito no Brasil, sem cadastro pago, tanto no YouTube quanto no site da Pro Series. A própria organização anunciou que a cobertura do Mundial de 2026 terá transmissão gratuita em várias plataformas, com tempo de tela igual para as provas masculina e feminina.
A ressalva é o idioma: o sinal gratuito tem narração em inglês. Quem quiser seguir um atleta específico, inclusive a brasileira Pâmella Oliveira (número F49), pode usar o aplicativo Ironman Tracker, que mostra a passagem por cada ponto de controle. Site ou aplicativo alternativo que promete a prova em português de graça não tem os direitos.
Percurso: 226 km entre Kailua Bay, Hawi e Ali’i Drive
O percurso soma 226 km: 3,8 km de natação no mar da baía de Kailua, 180 km de ciclismo até Hawi e de volta pela rodovia Queen Ka’ahumanu, e 42,2 km de corrida por Kona, com chegada na Ali’i Drive. O trecho mais temido é o dos campos de lava, com vento cruzado e calor refletido no asfalto.
| Dado | Número |
|---|---|
| Natação | 3,8 km na baía de Kailua |
| Ciclismo | 180 km, ida e volta a Hawi |
| Corrida | 42,2 km, com chegada na Ali’i Drive |
| Recorde masculino | 7h35min53s, Patrick Lange (2024) |
| Recorde feminino | 8h24min31s, Lucy Charles-Barclay (2023) |
| Premiação | US$ 375 mil por gênero, US$ 125 mil para cada campeão |
Kona também encerra a temporada da Pro Series, com até 6.000 pontos para cada vencedor. O que esse cheque representa na vida de um profissional está no nosso levantamento sobre quanto ganha um atleta de Ironman.
Campeões de 2025 e favoritas no feminino
A norueguesa Solveig Løvseth é a campeã e a principal favorita. Em 2025, na estreia em um Mundial, ela venceu em Kona com 8h28min27s, ultrapassando a concorrência nos quilômetros finais, e em 2026 já ganhou o Ironman Texas e o Ironman Hamburgo.
A britânica Kat Matthews, vice em 2025 com 8h29min02s, fez naquele dia a maratona de 2h47min23s, a mais rápida já registrada por uma mulher em Kona. A alemã Laura Philipp, campeã em 2024 e terceira no ano passado, chega de vitória no Ironman Kalmar. Lucy Charles-Barclay e Taylor Knibb, que brigavam pela vitória em 2025 e abandonaram no fim, voltam ao Havaí. A estreante mais comentada é a canadense Paula Findlay, que venceu o Ironman Lake Placid na primeira prova da distância.
Favoritos no masculino: a despedida de Lange
Os noruegueses Casper Stornes, Gustav Iden e Kristian Blummenfelt largam como os três primeiros cabeças de chave, depois de fechar o pódio do Mundial de 2025, disputado em Nice, nessa ordem. Stornes venceu com 7h51min39s, na primeira vitória dele na distância, e em 2026 ganhou o Ironman Frankfurt. Blummenfelt, campeão da Pro Series de 2025, venceu em Geelong, Oceanside e Texas nesta temporada.

O alemão Patrick Lange, tricampeão mundial e dono do recorde do percurso, fará em Kona a última prova da carreira no Havaí, segundo a Ironman. Também largam o francês Sam Laidlow, campeão de 2023, e o belga Marten Van Riel, estreante que venceu o Ironman Lake Placid. Os americanos Matt Hanson e Trevor Foley, que brigam com Blummenfelt pela liderança da Pro Series, completam a lista de nomes a acompanhar.
Pâmella Oliveira, a única brasileira na elite
Pâmella Oliveira é a única representante do Brasil entre os cerca de 110 profissionais inscritos. A capixaba de Vila Velha, de 38 anos, disputou os Jogos Olímpicos de Londres 2012 e Rio 2016 e foi tetracampeã do Ironman Brasil, de 2022 a 2025.
Em maio, ela anunciou que deixaria a distância completa para se dedicar ao 70.3. No Ironman Brasil de 31 de maio, em Florianópolis, terminou em segundo lugar, com 8h46min46s, atrás da argentina Romina Biagioli, e garantiu a vaga no Havaí. Kona vira, assim, a despedida dela da distância.
O triatlo brasileiro tem história no Havaí. Fernanda Keller completou o Mundial por 23 anos seguidos, de 1987 a 2009, com seis terceiros lugares e 14 chegadas entre as dez primeiras, trajetória contada em Fernanda Keller: 23 anos seguidos no Ironman do Havaí. A origem da prova, uma discussão de 1978 sobre quem era o atleta mais resistente, está em como surgiu o Ironman.
Perguntas frequentes sobre o Ironman Kona 2026
Que horas começa o Ironman Kona 2026 no horário de Brasília?
A largada dos profissionais está prevista para as 13h25 de Brasília (6h25 no Havaí) de sábado, 10 de outubro. A transmissão oficial está programada entre 14h e 23h.
Onde assistir ao Ironman Kona 2026 de graça?
No canal da Ironman no YouTube e no site ironman.com/proseries, com narração em inglês. Assinantes do Disney+ podem assistir pela ESPN.
O Ironman Kona passa na TV brasileira?
Até 24 de setembro, nenhuma emissora de TV aberta ou fechada no Brasil havia anunciado a transmissão. As opções oficiais são o YouTube, o site da Ironman e a ESPN no Disney+.
Tem brasileiro no Ironman Kona 2026?
Sim. Pâmella Oliveira, tetracampeã do Ironman Brasil, é a única brasileira entre os profissionais. Não há brasileiros na elite masculina.
Qual é o recorde do Ironman Kona?
O recorde masculino é de Patrick Lange, 7h35min53s, em 2024. O feminino é de Lucy Charles-Barclay, 8h24min31s, em 2023.
Quem venceu o Mundial de Ironman em 2025?
Solveig Løvseth venceu a prova feminina em Kona, e Casper Stornes venceu a masculina em Nice, na França.
Onde assistir ao Ironman Kona 2026 e o que a prova ensina sobre alta performance
Kona costuma punir quem corre a prova dos outros. Em 2025, duas candidatas ao título abandonaram no fim, e a vitória ficou com quem guardou ritmo para os quilômetros finais.
Fernanda Keller construiu 23 chegadas seguidas no Havaí com a mesma lógica: rotina diária, controle de esforço e a disciplina de voltar todo ano. No sábado, a transmissão mostra o resultado de uma temporada inteira desse trabalho.
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