Rayssa Leal volta à pista de Assunção, no Paraguai, neste sábado (17), às 19h05 (de Brasília), para a semifinal do Mundial de Skate Street 2026. Se ficar entre as oito melhores, disputa a final no domingo (18), às 16h15, em busca do terceiro título mundial da carreira. No Brasil, a transmissão é do SporTV e do canal da World Skate no YouTube.
A maranhense de 18 anos chega à fase decisiva com o pé direito ainda em tratamento, depois de uma torção sofrida em treino no início do mês. Passou nas quartas de final na sexta-feira (16) em 10º lugar e terá a companhia de Maria Lúcia na semifinal. No masculino, quatro brasileiros seguem vivos, com Giovanni Vianna como a segunda maior nota das quartas.
Horários da semifinal e da final do Mundial de Skate Street
A programação oficial da World Skate concentra as semifinais no sábado e as finais no domingo. Assunção adota o mesmo fuso de Brasília desde outubro de 2024, quando o Paraguai fixou o horário de verão o ano todo, então o horário local e o de Brasília são os mesmos.
| Dia | Fase | Horário (Brasília) |
|---|---|---|
| Sábado, 17/10 | Semifinal masculina | 16h35 |
| Sábado, 17/10 | Semifinal feminina (com Rayssa Leal e Maria Lúcia) | 19h05 |
| Domingo, 18/10 | Final masculina | 14h45 |
| Domingo, 18/10 | Final feminina | 16h15 |
Rayssa e Maria Lúcia estão na primeira bateria da semifinal feminina. No masculino, Matheus Mendes, Ivan Monteiro e Filipe Mota andam na primeira bateria, e Giovanni Vianna na segunda, prevista para as 17h40. Parte da imprensa brasileira publicou horários até dez minutos mais cedo; os da tabela são os da programação oficial da World Skate. A chuva já mexeu na grade em Assunção nesta semana: interrompeu a classificatória masculina do street e adiou as semifinais do park. Vale acompanhar os canais oficiais antes de cada sessão.
Onde assistir ao Mundial de Skate Street ao vivo
- SporTV (TV por assinatura): exibe as semifinais e as finais, no sábado e no domingo. O Grupo Globo é o parceiro de transmissão da World Skate no Brasil.
- YouTube da World Skate (@worldskatesb): transmite todas as fases ao vivo e de graça, com sinal internacional.
Como Rayssa chegou à semifinal
Oitava colocada do ranking mundial, Rayssa não precisou passar pela classificatória: entrou direto nas quartas de final, que reuniram 40 skatistas e classificaram 16. Na bateria 4, abriu com 65,39 na primeira volta e caiu duas vezes na segunda, que valeu 10,63. Como só a melhor volta conta nessa fase, a primeira bastou para a vaga, na 10ª posição.
A brasileira compete machucada. Em 2 de outubro, torceu o pé direito num treino em Paris e desistiu da etapa da Street League Skateboarding (SLS) disputada no dia seguinte, em Roland Garros. Em Assunção, contou ao ge que segue em fisioterapia: “Estou fazendo bastante fisioterapia e bastante gelo. É um campeonato importante, então não tinha como a gente não vir. No flip é onde mais está pegando, porque é uma torção.”
Maria Lúcia fez o caminho mais longo. Passou pela classificatória de quinta-feira (15) como a melhor brasileira, em 12º, e nas quartas se recuperou de uma primeira volta com erros (32,40) para marcar 62,22 na segunda e avançar também em 12º.

Os brasileiros que seguem vivos em Assunção
O Brasil inscreveu 16 skatistas no street, nove no masculino e sete no feminino, e chega às semifinais com seis. No feminino, além de Rayssa e Maria Lúcia, quatro brasileiras ficaram nas quartas: Duda Ribeiro (19ª), Pâmela Rosa (20ª), campeã mundial em 2019, Gabi Mazetto (24ª) e Isabelly Ávila (32ª).
No masculino, a melhor campanha até aqui é de Giovanni Vianna, segundo colocado das quartas com 80,75, atrás apenas do japonês Toa Sasaki (83,35), atual campeão mundial. Filipe Mota (10º, 73,35), Ivan Monteiro (13º, 65,60) e Matheus Mendes (16º, 63,39), que pegou a última vaga, completam o grupo. Wallace Gabriel, quarto do ranking mundial, parou nas quartas. Kelvin Hoefler, campeão mundial em 2015 e prata em Tóquio, não passou da classificatória.
O street fecha a participação do skate brasileiro nos World Skate Games, que já renderam a Gui Khury a prata no vert e o bronze no park.
Quem são as rivais de Rayssa
A australiana Chloe Covell foi a única a passar dos 80 pontos nas quartas, com 83,46, e chega à semifinal como a skatista a ser batida. A japonesa Liz Akama, prata olímpica em Paris, foi a segunda, com 76,91, seguida pela sul-coreana Jiyul Shin, com 74,60. A atual campeã mundial é a japonesa Ibuki Matsumoto, que venceu a edição de 2025, disputada em São Paulo em março, aos 14 anos.
A semifinal muda o formato. Cada skatista tem duas voltas de 45 segundos e três tentativas de manobra única. A nota soma a melhor volta e a melhor manobra, num máximo de 200 pontos, e as oito melhores vão à final, disputada no mesmo sistema. É um formato que pune quem depende só da volta: uma manobra de nota alta pode mudar a classificação na última tentativa.
O histórico de Rayssa nos Mundiais
Rayssa já foi campeã mundial duas vezes. Venceu o Mundial de 2022, disputado em Sharjah, nos Emirados Árabes, em fevereiro de 2023, e o de 2024, em Roma, superando sete japonesas na final. Entre os dois títulos, ficou com a prata no Mundial de Tóquio, em dezembro de 2023, atrás de Yumeka Oda, que tirou 94,80 na última manobra para virar a final.
A última edição foi a mais difícil. No Mundial de 2025, disputado em São Paulo em março deste ano, Rayssa passou à final com a segunda melhor nota, caiu logo na primeira volta e terminou em quarto. A queda causou uma contusão óssea no joelho, sem necessidade de cirurgia, e ela só voltou a andar de skate em maio.

Fora dos Mundiais, o currículo explica por que ela segue como referência mesmo sem estar no topo do ranking: prata olímpica em Tóquio aos 13 anos, bronze em Paris 2024 e quatro títulos do SLS Super Crown, a final da liga mundial, o último em dezembro de 2025, no Ibirapuera. A força da marca construída nesse caminho está na reportagem sobre Rayssa Leal e a marca pessoal no esporte.
O que está em jogo em Assunção
Além do título, o Mundial vale pontos no ranking da World Skate, e o circuito mundial da entidade é o único caminho de classificação do skate para os Jogos Olímpicos. O street teve 242 inscritos de 66 países. Cada resultado deste fim de semana pesa na corrida rumo a Los Angeles 2028, onde o skate segue no programa olímpico.
Depois de Assunção, Rayssa tem outra missão: foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional como embaixadora dos Jogos Olímpicos da Juventude de Dakar 2026, de 31 de outubro a 13 de novembro.
O que a semifinal ensina sobre alta performance
Rayssa resumiu ao ge a diferença entre a skatista de 11 anos e a de 18: “Quando eu tinha 11 anos, eu não tinha medo de nada. Eu só me jogava. Hoje, a gente tem meio que um medo criado na nossa cabeça.” Ela cresceu 30 centímetros desde Tóquio e trabalhou força para ter controle nas quedas. A resposta ao medo foi preparação, não negação.
A sexta-feira mostrou o outro lado da equação. Com o pé torcido, foi a primeira volta, sem erros, que garantiu a vaga; a segunda terminou com duas quedas. Competir com uma lesão sob controle exige saber onde arriscar, e a semifinal, com as três manobras únicas, é justamente onde o risco vira nota.
Perguntas frequentes
Que horas é a semifinal de Rayssa Leal no Mundial de Skate Street?
Neste sábado, 17 de outubro, às 19h05 (de Brasília), na primeira bateria da semifinal feminina, em Assunção.
Que horas é a final feminina do Mundial de Skate Street 2026?
No domingo, 18 de outubro, às 16h15 (de Brasília). A final masculina começa antes, às 14h45.
Onde assistir ao Mundial de Skate Street ao vivo?
No SporTV, que exibe semifinais e finais, e de graça no canal da World Skate no YouTube (@worldskatesb).
Quantos títulos mundiais Rayssa Leal tem?
Dois: o Mundial de 2022, disputado em Sharjah em fevereiro de 2023, e o de 2024, em Roma. Também foi prata em Tóquio 2023 e quarta em São Paulo, no Mundial de 2025.
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