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Ben Shelton bate Tommy Paul em Paris e tira o amigo do ATP Finals

Ben Shelton comemora no Rolex Paris Masters 2026

Ben Shelton e Tommy Paul são amigos e companheiros de seleção americana na Copa Davis, mas só um deles podia sair satisfeito da quadra central da Plenitude Arena nesta sexta-feira (6). Deu Shelton. Cabeça de chave 3, ele venceu o compatriota por 6/4, 4/6 e 6/3 nas quartas de final do Masters 1000 de Paris e chegou pela primeira vez à semifinal do torneio.

Para Paul, a derrota custou mais do que uma vaga na semi. O número 14 do mundo precisava chegar à final em Paris para continuar vivo na corrida pelo ATP Finals, como lembrou a organização do torneio na véspera. Com a eliminação nas quartas, ele fica sem Turim, e a briga pelas duas últimas vagas do torneio dos oito melhores da temporada ganha um desenho novo.

Como Ben Shelton venceu Tommy Paul em Paris

O saque decidiu o jogo. Shelton disparou 19 aces, contra 7 de Paul, e cometeu só uma dupla falta, contra quatro do adversário, segundo as estatísticas do Tennis.com. O canhoto de 24 anos colocou 82% dos primeiros serviços em quadra e, quando precisou do segundo saque, ganhou 77% dos pontos. Paul venceu 54% dos pontos com o segundo serviço.

Foram poucas quebras, e cada uma valeu um set. Shelton converteu dois de quatro break points: um no primeiro set, outro no terceiro. Paul teve uma única chance de quebra em toda a partida, aproveitou e, com ela, levou o segundo set por 6/4. No set decisivo, Shelton voltou a quebrar e fechou em 6/3, sem dar nova oportunidade ao compatriota.

Ben Shelton se estica para devolver uma bola na quadra central do Rolex Paris Masters 2026
Ben Shelton em ação no Rolex Paris Masters 2026 (Foto: reprodução ESPN)

Shelton amplia recorde e chega à primeira semifinal em Paris

A vitória sobre Paul foi a 44ª de Shelton em 2026, a melhor marca dele em uma temporada. O recorde pessoal tinha caído na véspera, quando ele virou contra o francês Arthur Rinderknech por 3/6, 6/4 e 7/6 (5) nas oitavas e superou as 42 vitórias de 2024, segundo a ESPN e o Tennis Now.

Número 4 do mundo, vice-campeão do US Open em setembro e já classificado para Turim, Shelton joga em Paris pelo quinto título do ano. Com a vitória desta sexta, ele também passou à frente no retrospecto contra Paul, que estava empatado em 2 a 2. O último duelo entre os dois, em 2024, tinha terminado com vitória de Paul por 6/2 e 6/4 na semifinal de Dallas, também em quadra coberta.

O adversário na semifinal sai do duelo entre o francês Luca Van Assche, 47º do mundo, e o australiano Rinky Hijikata, que veio do qualificatório e eliminou Novak Djokovic na segunda rodada. Antes desta semana, nenhum dos dois tinha vencido uma partida sequer no Masters de Paris.

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Tommy Paul fica fora do ATP Finals

Paul chegou às quartas em grande fase. Ao vencer o francês Quentin Halys em sets diretos nas oitavas, alcançou a 10ª quartas de final de Masters 1000 da carreira e somou a 49ª vitória do ano, a terceira melhor marca do circuito em 2026, atrás de Alexander Zverev e Daniil Medvedev, segundo o Tennis Now.

Shelton sabia o que estava em jogo para o amigo. “Torço por ele o ano inteiro para que dê o arranque final e chegue a Turim”, disse na quinta-feira, em declaração reproduzida pela ESPN. “Vai ter fogos de artifício amanhã.” Teve. Mas a conta de Paul exigia a final, e ela parou nas quartas.

Tommy Paul, de boné virado, olha para a raquete durante partida no Rolex Paris Masters 2026
Tommy Paul nas oitavas do Rolex Paris Masters 2026 (Foto: Loïc Wacziak/FFT)

O que a vitória de Shelton ensina sobre alta performance

Entre dois jogadores que se conhecem de cor, o que decidiu não foi um golpe espetacular, e sim a regularidade de um fundamento. Shelton enfrentou um único break point em 15 games de saque. Quando o primeiro serviço entra em mais de oito de cada dez pontos e o segundo ainda rende três em cada quatro, o adversário passa a partida inteira devolvendo sob pressão.

A lição vale para qualquer atleta: em jogos equilibrados, a vantagem costuma vir do que se treina mil vezes, não do improviso. Consistência no fundamento que dá início ao ponto, seja o saque, a saída de bola ou a largada, é o que permite jogar os momentos decisivos com folga, e não no limite.

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