Ben Shelton e Tommy Paul são amigos e companheiros de seleção americana na Copa Davis, mas só um deles podia sair satisfeito da quadra central da Plenitude Arena nesta sexta-feira (6). Deu Shelton. Cabeça de chave 3, ele venceu o compatriota por 6/4, 4/6 e 6/3 nas quartas de final do Masters 1000 de Paris e chegou pela primeira vez à semifinal do torneio.
Para Paul, a derrota custou mais do que uma vaga na semi. O número 14 do mundo precisava chegar à final em Paris para continuar vivo na corrida pelo ATP Finals, como lembrou a organização do torneio na véspera. Com a eliminação nas quartas, ele fica sem Turim, e a briga pelas duas últimas vagas do torneio dos oito melhores da temporada ganha um desenho novo.
Como Ben Shelton venceu Tommy Paul em Paris
O saque decidiu o jogo. Shelton disparou 19 aces, contra 7 de Paul, e cometeu só uma dupla falta, contra quatro do adversário, segundo as estatísticas do Tennis.com. O canhoto de 24 anos colocou 82% dos primeiros serviços em quadra e, quando precisou do segundo saque, ganhou 77% dos pontos. Paul venceu 54% dos pontos com o segundo serviço.
Foram poucas quebras, e cada uma valeu um set. Shelton converteu dois de quatro break points: um no primeiro set, outro no terceiro. Paul teve uma única chance de quebra em toda a partida, aproveitou e, com ela, levou o segundo set por 6/4. No set decisivo, Shelton voltou a quebrar e fechou em 6/3, sem dar nova oportunidade ao compatriota.

Shelton amplia recorde e chega à primeira semifinal em Paris
A vitória sobre Paul foi a 44ª de Shelton em 2026, a melhor marca dele em uma temporada. O recorde pessoal tinha caído na véspera, quando ele virou contra o francês Arthur Rinderknech por 3/6, 6/4 e 7/6 (5) nas oitavas e superou as 42 vitórias de 2024, segundo a ESPN e o Tennis Now.
Número 4 do mundo, vice-campeão do US Open em setembro e já classificado para Turim, Shelton joga em Paris pelo quinto título do ano. Com a vitória desta sexta, ele também passou à frente no retrospecto contra Paul, que estava empatado em 2 a 2. O último duelo entre os dois, em 2024, tinha terminado com vitória de Paul por 6/2 e 6/4 na semifinal de Dallas, também em quadra coberta.
O adversário na semifinal sai do duelo entre o francês Luca Van Assche, 47º do mundo, e o australiano Rinky Hijikata, que veio do qualificatório e eliminou Novak Djokovic na segunda rodada. Antes desta semana, nenhum dos dois tinha vencido uma partida sequer no Masters de Paris.
Atleta Pro News
O esporte que importa, 3 vezes por semana no seu e-mail
Resultados, bastidores e histórias do esporte, direto na sua caixa de entrada. Grátis.
Ao assinar, você aceita receber os e-mails do Atleta Pro. Dá para sair quando quiser. Política de privacidade.
Tommy Paul fica fora do ATP Finals
Paul chegou às quartas em grande fase. Ao vencer o francês Quentin Halys em sets diretos nas oitavas, alcançou a 10ª quartas de final de Masters 1000 da carreira e somou a 49ª vitória do ano, a terceira melhor marca do circuito em 2026, atrás de Alexander Zverev e Daniil Medvedev, segundo o Tennis Now.
Shelton sabia o que estava em jogo para o amigo. “Torço por ele o ano inteiro para que dê o arranque final e chegue a Turim”, disse na quinta-feira, em declaração reproduzida pela ESPN. “Vai ter fogos de artifício amanhã.” Teve. Mas a conta de Paul exigia a final, e ela parou nas quartas.

O que a vitória de Shelton ensina sobre alta performance
Entre dois jogadores que se conhecem de cor, o que decidiu não foi um golpe espetacular, e sim a regularidade de um fundamento. Shelton enfrentou um único break point em 15 games de saque. Quando o primeiro serviço entra em mais de oito de cada dez pontos e o segundo ainda rende três em cada quatro, o adversário passa a partida inteira devolvendo sob pressão.
A lição vale para qualquer atleta: em jogos equilibrados, a vantagem costuma vir do que se treina mil vezes, não do improviso. Consistência no fundamento que dá início ao ponto, seja o saque, a saída de bola ou a largada, é o que permite jogar os momentos decisivos com folga, e não no limite.
Quer treinar com a consistência dos atletas de elite?
Conheça a Atleta Pro Academy e leve a ciência da performance para o seu treino.







