Taylor Fritz chegou a Paris precisando de vitórias e quase tropeçou logo na estreia. Nesta terça-feira (3), o americano, 11º cabeça de chave do Masters 1000 de Paris, perdeu o primeiro set para o francês Benjamin Bonzi, vindo do qualificatório, recebeu atendimento médico no cotovelo e virou a partida para 3/6, 6/3 e 6/4.
A arma da reação foi o saque. Fritz disparou 20 aces, perdeu apenas um game de serviço em toda a partida e salvou cinco dos seis break points que enfrentou, segundo as estatísticas do Tennis.com. A vitória, em 1h42 de jogo, de acordo com o Tennis Majors, mantém o americano vivo na briga pela última vaga do ATP Finals, em Turim.
Um set perdido e atendimento no cotovelo
O começo foi do francês. Bonzi conseguiu a única quebra do primeiro set e fechou a parcial em 6/3 na Quadra 1 da Plenitude Arena, o antigo Paris La Défense Arena, em Nanterre. Fritz já mostrava desconforto: segundo o acompanhamento ao vivo do jornal britânico Express, ele massageava o cotovelo desde os primeiros games, mas só chamou o fisioterapeuta ao fim do set, quando recebeu um tempo médico.
Depois do atendimento, o americano voltou outro jogador. Abriu 4/2 no segundo set com uma quebra de vantagem, fechou em 6/3 e levou a decisão para a terceira parcial. Ali, bastou mais uma quebra. Fritz teve só duas chances de quebrar o saque de Bonzi em toda a partida e aproveitou as duas, uma no segundo set e outra no terceiro.
20 aces e só um game de saque perdido
Os números explicam a virada. Fritz colocou em quadra 70% dos primeiros saques (61 de 87) e ganhou 77% dos pontos jogados com eles. Com o segundo serviço, venceu 60% dos pontos. No total, confirmou 13 dos 14 games de saque e cometeu apenas uma dupla falta, segundo o Tennis.com.
Bonzi também sacou bem, com oito aces e 84% de aproveitamento nos pontos de primeiro serviço, mas cometeu quatro duplas faltas e não sustentou a pressão depois do primeiro set. Das seis chances de quebra que criou, converteu só uma. Na devolução, ganhou 23% dos pontos contra o primeiro saque do americano.

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Bonzi de novo no caminho, e de novo com um set de vantagem
Não foi a primeira vez que o francês complicou a vida de Fritz. No único confronto anterior, na terceira rodada do Masters 1000 de Madri de 2025, Bonzi também venceu o primeiro set, por 6/4. O americano empatou com 7/5 e avançou depois que o rival abandonou a partida por lesão, segundo o Tennis Majors. Agora, o retrospecto está 2 a 0 para Fritz.
Em Paris, Bonzi era o único francês vindo do qualificatório na chave principal, de acordo com o Tennis Majors. Ele foi um dos sete tenistas que passaram pela fase prévia no fim de semana.
Turim exige pelo menos a semifinal
A vitória tem peso de classificação. Com Jannik Sinner fora do restante da temporada, o nono lugar da corrida passou a valer a última vaga do ATP Finals, que será disputado de 15 a 22 de novembro, em Turim. Fritz entrou em quadra nesta terça como 12º da corrida, segundo o Tennis Majors.
Pela conta do site, o americano precisa chegar pelo menos à semifinal em Paris para seguir com chance, ou à final se Rafael Jódar vencer Casper Ruud nesta terça à noite. Só o título garante a vaga sem depender dos rivais.
O caminho ficou mais estreito depois da Basileia. No sábado (31), Fritz, sexto cabeça de chave do ATP 500 suíço, perdeu a semifinal para Valentin Vacherot por 7/6 (5) e 6/3, segundo o Tennis365. E os concorrentes também venceram nesta terça: Novak Djokovic virou sobre o próprio Vacherot por 6/7 (5), 7/5 e 6/1, e Tommy Paul bateu Holger Rune por 7/5 e 6/4.

O americano conhece bem o torneio de fim de ano. Disputou o ATP Finals em três das quatro temporadas anteriores, foi semifinalista na estreia, em 2022, e finalista em 2024, segundo o Tennis365. Em 2025, caiu na fase de grupos.
Molcan na segunda rodada, Fils no horizonte
O próximo adversário é o eslovaco Alex Molcan, outro que veio do qualificatório. Na segunda-feira (2), ele virou sobre o francês Titouan Droguet, convidado da organização, por 4/6, 6/4 e 6/4. Se avançar, Fritz pode reencontrar na terceira rodada o francês Arthur Fils, sexto cabeça de chave e também candidato a uma vaga em Turim, que estreia contra o tcheco Tomas Machac. Na semana passada, nas quartas de final da Basileia, Fils abandonou a partida contra o americano, segundo a ATP.
A principal dúvida para a sequência é física. A natureza do problema no cotovelo não havia sido detalhada até a publicação desta reportagem, e o torneio de Paris segue até domingo (8), dia da final.
O que isso ensina sobre alta performance
A virada de Fritz mostra o valor de ter uma arma que funciona mesmo nos dias ruins. Incomodado fisicamente e atrás no placar, o americano se apoiou no fundamento mais confiável do seu jogo, o saque, e reduziu a partida a poucos momentos decisivos: teve só duas chances de quebra e converteu as duas.
Há também uma lição sobre gestão do corpo. Fritz massageou o cotovelo por vários games antes de chamar o fisioterapeuta e, quando parou, recuperou o ritmo. Para atletas e treinadores, a mensagem é que pedir ajuda cedo, em vez de jogar no limite do desconforto, pode ser o que separa uma derrota de uma virada.
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