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ATP Finals 2026: horários em Brasília, classificados e onde assistir

Alexander Zverev prepara um forehand na quadra de saibro de Roland Garros 2026

O ATP Finals 2026 começa daqui a 12 dias, e três das oito vagas de simples ainda estão em aberto. O torneio que reúne os oito melhores tenistas da temporada vai de 15 a 22 de novembro, na Inalpi Arena, em Turim, na Itália, e terá um novo dono do troféu: Jannik Sinner, campeão das duas últimas edições, encerrou o ano para tratar o joelho direito.

Cinco vagas já têm nome: Alexander Zverev, Carlos Alcaraz, Ben Shelton, Daniil Medvedev e Flavio Cobolli, garantido nesta terça-feira (3), quando Casper Ruud eliminou Rafael Jódar do Masters 1000 de Paris por 6/3 e 6/4. As outras três saem do torneio francês, que termina no domingo (8). Para o torcedor brasileiro, o fuso ajuda: as sessões começam às 7h30 e às 14h de Brasília, e a ESPN, dona dos direitos da ATP no país, inclui o torneio na programação do Disney+.

ATP Finals 2026: datas, local e formato

O ATP Finals 2026 começa no domingo, 15 de novembro, e a final de simples é no domingo seguinte, 22. É a sexta edição seguida em Turim, sede do torneio desde 2021, de novo na Inalpi Arena.

O formato é diferente de qualquer outro torneio do circuito. Os oito tenistas de simples são divididos em dois grupos de quatro e jogam todos contra todos dentro do grupo. Os dois melhores de cada chave avançam às semifinais, no sábado (21), e os vencedores decidem o título no domingo (22). As duplas seguem o mesmo modelo, com oito parcerias.

Na prática, um jogador pode perder uma partida na fase de grupos e ainda ser campeão. Quando há empate no número de vitórias, o regulamento usa critérios como confronto direto e percentual de sets vencidos. Os grupos saem de um sorteio feito depois que a corrida fecha; até esta terça-feira (3), a ATP não tinha anunciado a data da cerimônia.

Horários do ATP Finals 2026 em Brasília

Turim está quatro horas à frente de Brasília em novembro, porque a Itália saiu do horário de verão no fim de outubro. A programação oficial de sessões, publicada no site de ingressos do torneio, fica assim no horário de Brasília:

DataFaseSessão do diaSessão da noite
15/11 (domingo) a 20/11 (sexta)Fase de grupos7h3014h
21/11 (sábado)Semifinais8h14h
22/11 (domingo)Finais de duplas e de simples11h (sessão única)Não há
Fonte: Nitto ATP Finals (horário local de Turim convertido para Brasília).

Cada sessão tem um jogo de duplas seguido de um jogo de simples. Isso significa que a partida de simples começa depois do horário de abertura da sessão, assim que a de duplas termina. No domingo da decisão, a final de duplas abre a sessão das 11h e a final de simples vem na sequência. Quem enfrenta quem em cada dia só fica definido depois do sorteio dos grupos.

Onde assistir ao ATP Finals 2026 no Brasil

A ESPN é a dona dos direitos de transmissão da ATP no Brasil e renovou o contrato até 2029, segundo o Sporting News. O Disney+, que leva o sinal dos canais ESPN para o streaming, colocou o Nitto ATP Finals na lista de destaques esportivos de novembro, a partir do dia 15, de acordo com o Olhar Digital.

  • Disney+ (streaming): torneio confirmado na programação esportiva de novembro, no plano que inclui o conteúdo da ESPN.
  • ESPN (TV por assinatura): detentora dos direitos da ATP; a grade de quais jogos vão aos canais de TV ainda não tinha sido divulgada até esta terça (3).
  • TV aberta: nenhuma emissora anunciou transmissão do torneio.

O Masters 1000 de Paris, disputado nesta semana, também está na programação do Disney+. Para quem acompanha também o circuito feminino, o portal já publicou onde assistir ao WTA Finals 2026, que vai de 8 a 15 de novembro.

Daniil Medvedev durante treino em Washington, ao lado do técnico Gilles Cervara
Daniil Medvedev, campeão do ATP Finals em 2020, garantiu a sétima participação no torneio. Foto: Hameltion, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Quem já está classificado para o ATP Finals 2026

Cinco tenistas têm presença garantida em Turim. Sinner também somou pontos para se classificar, mas não vai jogar por causa da lesão, como o Atleta Pro mostrou na reportagem sobre o fim de temporada do italiano.

  • Alexander Zverev (Alemanha): líder da corrida e número 1 do mundo desde segunda-feira (2), quando virou o 30º tenista a chegar ao topo do ranking. Ganhou Roland Garros e o US Open em 2026 e é bicampeão do ATP Finals, com títulos em 2018 e 2021.
  • Carlos Alcaraz (Espanha): campeão do Australian Open, garantiu a vaga em setembro. Chega embalado pelo título em Viena, onde fechou 2026 invicto nos torneios ATP 500.
  • Ben Shelton (Estados Unidos): volta a Turim pelo segundo ano seguido, depois de uma temporada com quatro títulos (Munique, Dallas, Stuttgart e Montreal) e a primeira final de Grand Slam, no US Open. Na estreia, em 2025, perdeu os três jogos do grupo.
  • Daniil Medvedev (Rússia): carimbou a sétima participação em 30 de outubro, ao vencer Adrian Mannarino nas quartas de final de Viena. Campeão em 2020 e vice em 2021, tem 12 vitórias e 11 derrotas no torneio, segundo a ATP. Em 2026, ganhou Brisbane, Dubai, Hangzhou e Almaty e passou de 50 vitórias na temporada pela primeira vez desde 2023.
  • Flavio Cobolli (Itália): garantiu a vaga nesta terça (3) sem entrar em quadra. Ele desistiu de Paris por uma lesão muscular sofrida em Viena, e a derrota de Jódar para Ruud fechou a conta, como a ATP havia previsto. Será a estreia do italiano no ATP Finals, diante da torcida da casa.

As três vagas que o Masters de Paris decide

A regra é simples: vão a Turim os oito primeiros da Race to Turin, a corrida que soma só os pontos de 2026, depois do Masters de Paris. Com Sinner fora, o nono colocado herda a última vaga. Com Cobolli garantido, a briga pelas três vagas restantes ficou assim, pelas contas do Tennis Majors e do TenisBrasil antes da rodada de terça:

  • Arthur Fils (França), 7º: confirma a classificação se chegar às quartas de final em Paris.
  • Frances Tiafoe (Estados Unidos), 8º: precisa alcançar a semifinal.
  • Rafael Jódar (Espanha), 9º: ocupava a última vaga, mas foi eliminado em Paris por Ruud, por 6/3 e 6/4, e não soma mais pontos. Agora depende dos resultados dos rivais. Aos 20 anos, o espanhol acaba de entrar no top 10 e quebrar um recorde de Guga Kuerten.
  • Alex de Minaur (Austrália), 10º: estreia nesta quarta (4), contra Tomás Martín Etcheverry.
  • Novak Djokovic (Sérvia), 11º: venceu Valentin Vacherot de virada e se tornou, aos 39 anos e 165 dias, o jogador mais velho a vencer uma partida da chave principal em Paris. Segundo o TenisBrasil, precisa ao menos da semifinal para melhorar as chances.
  • Taylor Fritz e Tommy Paul (Estados Unidos): venceram na estreia e seguem vivos. Fritz, 12º da corrida, disparou 20 aces na virada sobre Benjamin Bonzi e também precisa de pelo menos uma semifinal.

Djokovic, recordista com sete títulos do ATP Finals, não joga o torneio desde 2023. A história completa da briga está na análise sobre a corrida pelas vagas em Turim.

Partida entre Carlos Alcaraz e Wu Yibing na quadra dura do US Open 2026
Carlos Alcaraz e Wu Yibing no US Open 2026. O espanhol chega a Turim como campeão do Australian Open. Foto: Oleg Yunakov, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Sem Sinner e sem brasileiro em simples

O ATP Finals 2026 não terá brasileiro na chave de simples. João Fonseca anunciou em outubro que não joga mais nesta temporada, depois de um ano com problemas físicos, e fechou 2026 com 20 vitórias em 33 partidas, segundo o ge. A volta do carioca às quadras está prevista para 2027; antes disso, ele bate bola com Roger Federer em São Paulo, em dezembro, como o portal mostrou na reportagem sobre a visita do suíço ao Brasil.

O único brasileiro campeão do torneio continua sendo Gustavo Kuerten. Em 2000, em Lisboa, quando a competição se chamava Masters Cup, Guga derrotou Pete Sampras na semifinal e Andre Agassi na final e terminou o ano como número 1 do mundo.

Duplas: cinco parcerias já garantidas

Nas duplas, cinco das oito vagas já estavam definidas em 28 de outubro, segundo a ATP. Nenhuma delas tem brasileiro, e as outras três vagas ainda serão definidas:

  • Harri Heliovaara (Finlândia) e Henry Patten (Reino Unido)
  • Christian Harrison (Estados Unidos) e Neal Skupski (Reino Unido)
  • Marcel Granollers (Espanha) e Horacio Zeballos (Argentina)
  • Marcelo Arévalo (El Salvador) e Mate Pavic (Croácia)
  • Simone Bolelli e Andrea Vavassori (Itália)

Os italianos chegam pelo terceiro ano seguido, depois de uma temporada com títulos em Roterdã e nos Masters 1000 de Miami e Roma. Foram semifinalistas em Turim no ano passado e, ao lado de Cobolli, serão a aposta da torcida da casa na ausência de Sinner.

Perguntas frequentes sobre o ATP Finals 2026

Quando começa o ATP Finals 2026?

No domingo, 15 de novembro. A fase de grupos vai até sexta (20), as semifinais são no sábado (21) e as finais, no domingo (22).

Que horas são os jogos no horário de Brasília?

Na fase de grupos, as sessões começam às 7h30 e às 14h. As semifinais abrem às 8h e às 14h, e o dia das finais começa às 11h.

Onde assistir ao ATP Finals 2026?

A ESPN tem os direitos da ATP no Brasil, e o Disney+ incluiu o torneio na programação de novembro. Não há transmissão anunciada em TV aberta.

Tem brasileiro no ATP Finals 2026?

Em simples, não: João Fonseca encerrou a temporada em outubro. Nas duplas, nenhuma das cinco parcerias já classificadas tem brasileiro, e as três vagas restantes ainda não foram definidas.

Quem é o atual campeão do ATP Finals?

Jannik Sinner, campeão em 2024 e 2025. O italiano não defende o título porque encerrou a temporada para tratar o joelho.

Quando as vagas restantes serão definidas?

Até domingo (8), dia da final do Masters 1000 de Paris, último torneio que soma pontos para a corrida.

O que o ATP Finals ensina sobre alta performance

Turim é o único torneio do ano em que não basta ganhar uma semana. A vaga é a soma de dez meses de resultados, e por isso a lista de 2026 conta tanto sobre regularidade quanto sobre talento. Jódar entrou na briga sem nenhum título grande, empilhando quartas de final e semifinais em três superfícies. Medvedev voltou depois de ficar fora em 2025, com mais de 50 vitórias na temporada. E Cobolli carimbou a vaga sem jogar em Paris, graças aos pontos acumulados ao longo do ano.

O formato de grupos acrescenta outra camada: permite perder um jogo e seguir vivo, mas cobra gestão de energia e cabeça fria para virar a chave em 24 horas. Para atletas e treinadores de qualquer modalidade, a lição é a mesma: o pico de desempenho aparece para quem constrói uma base sólida ao longo do ano, e não para quem aposta tudo em um único dia.

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