Alexandra Eala chegou à final do Prudential Hong Kong Tennis Open como favorita, cabeça de chave número 2 e com a torcida filipina tomando as arquibancadas do Victoria Park. Saiu com o troféu de vice. A americana Claire Liu, 102ª do ranking, venceu por 6/3 e 6/0, neste domingo (8), em 1h33, e conquistou o primeiro título de simples da carreira no circuito principal da WTA.
O placar esconde um começo equilibrado. O jogo chegou a 3/3, e dali em diante Liu venceu nove games seguidos. Com 4/3 para a americana, a filipina recebeu atendimento médico no joelho direito. Foi a última partida de Eala na temporada.
O atendimento no joelho e a virada do primeiro set
Eala quebrou cedo e abriu 2/1, segundo o South China Morning Post. As duas trocaram golpes pesados até o 3/3, de acordo com a RTHK, emissora pública de Hong Kong.
Com 4/3 para a americana, Eala pediu atendimento e teve o joelho direito enfaixado, relatou a GMA News. Na volta, a filipina passou a errar mais. Liu quebrou no oitavo game para abrir 5/3, desperdiçou o primeiro set point e fechou a parcial no segundo, segundo a agência AFP. O set durou 38 minutos, informou a RTHK.
Um game de 26 minutos e o pneu no segundo set
O game de abertura do segundo set, com Eala no saque, virou uma batalha de 26 minutos, segundo a GMA News, com sete game points desperdiçados pela filipina. O SCMP contou 11 vezes em iguais até a quebra, num forehand que parou na rede.
Aquele game decidiu a final. A AFP descreve uma Eala imediatamente pressionada no próprio saque e, depois da quebra, sem resistência. Liu não perdeu mais nenhum game e, sacando para o título, saiu de 0 a 30 para fechar em 6/0.

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Liu fecha a semana sem perder sets
A americana de 26 anos terminou o torneio sem perder um set, segundo a AFP. No caminho, passou pela russa Tatiana Prozorova, pela britânica Katie Boulter, cabeça de chave número 8, pela turca Zeynep Sonmez e pela qualifier russa Alexandra Shubladze, que ela derrotou por 7/5 e 6/4 na semifinal.
Era a segunda final de Liu na WTA. A primeira foi em Rabat, em 2022, quando perdeu para a italiana Martina Trevisan. Até aqui, os títulos dela eram de nível WTA 125, em Paris, em 2022, e em Barranquilla, em setembro deste ano, segundo a RTHK. Ela também ampliou para 2 a 0 o confronto direto com Eala, a quem já tinha vencido de virada em Guangzhou, em 2025, segundo a WTA.
Na entrevista, Liu lembrou a espera. “Faz quatro anos desde a minha última final, então estou muito feliz por conquistar esta”, disse, segundo o SCMP. Ela agradeceu ao público e brincou que vai passar uma semana na cama antes de voltar a treinar.
Antes da final, a WTA projetava a volta de Liu ao top 80 com qualquer resultado. Com o título, ela poderia chegar ao top 70.

Eala fecha 2026 com o vice e perto do top 15
Para Eala, de 21 anos, a derrota encerra uma temporada histórica. Em agosto, ela venceu o WTA 500 de Washington e se tornou a primeira jogadora das Filipinas a ganhar um torneio do circuito principal, segundo a AFP. Hong Kong foi a terceira final de WTA da carreira dela, a segunda no ano, segundo a WTA. A primeira tinha sido em Eastbourne, em 2025.
Na semana, a filipina passou por Emerson Jones, Tereza Valentova e Antonia Ruzic, num jogo de 11 quebras nas quartas, antes de superar a grega Maria Sakkari por 7/5, 3/6 e 6/4, em 2h43 de uma semifinal interrompida várias vezes pela chuva. Segundo a WTA, ela deve estrear no top 15 do ranking na próxima atualização.
Na despedida, Eala parabenizou a rival pela semana e agradeceu aos organizadores, aos fãs e aos fisioterapeutas “por me manterem inteira”, segundo a GMA News.
O que a final ensina sobre alta performance
Esta final teve dois momentos decisivos. O primeiro foi o atendimento médico com 4/3: Liu manteve a pressão enquanto a adversária lidava com o joelho e fechou o set com os dois games seguintes. O segundo foi o game de 26 minutos que abriu o segundo set, com sete chances de Eala para confirmar o saque, todas desperdiçadas.
Para atletas e treinadores, a lição está no que acontece depois de um momento assim. Perder um game longo custa energia física e emocional. Liu leu o momento e acelerou; Eala, já limitada, não conseguiu reagir. Ter um plano para o game seguinte, seja uma referência tática simples ou uma rotina entre pontos, é o que impede que um game perdido vire uma sequência.
E fica o exemplo de Liu, que chegou a Hong Kong sem nunca ter vencido um jogo no torneio e saiu campeã sem perder sets. Consistência também se constrói na última semana do ano.
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