Fábio Wisniewski chegou ao Autódromo FuelTech Velopark como atual campeão e saiu com mais um troféu. Com o Opala Blue Shark, da Área 55, o gaúcho venceu Helder Gandolfo e o Camaro 68 V8 4×4 Blower na final da 16ª edição do Armageddon, neste sábado (31), em Nova Santa Rita (RS), e se tornou tricampeão do maior evento de arrancada No Prep da América Latina, segundo a cronometragem oficial da Prodeme e a organização do evento, o Listas Brasil.
O título repete o de junho, em Londrina, e soma com o de 2022, também no Velopark. A edição começou com 144 pilotos, de 26 listas, e valia a maior premiação da história do evento: R$ 200 mil, de acordo com a organização.
O cheque simbólico entregue ao campeão marca R$ 190 mil. Em 2021, o campeão levou R$ 40 mil. O pódio teve Gandolfo em segundo e Rodrigo Perigoso, também da Área 55, em terceiro. Chavinsky, da Área 43, campeão do Armageddon em edição anterior, ficou em quarto.

Oito duelos até o tricampeonato
No Armageddon, o tempo não decide nada: nos 201 metros de pista sem preparo, avança quem cruza primeiro, e quem perde está fora. A chave oficial registra oito vitórias de Wisniewski até o troféu.
| Fase | Adversário | Carro |
|---|---|---|
| Grupo A, 1ª rodada | Juninho | Chevette 20V Preto |
| Grupo A, 2ª rodada | Márcio Ambrosio | Polara V8 Nitro |
| Grupo A, 3ª rodada | Paulson | Gol 4×4 Patinho Feio |
| Top 32 | Milito | Gol FLD Fireblade |
| Top 16 | Thiago Hipólito | Chevette OHC |
| Top 8 | Gustavo Mudinutti | Gol 4×4 2JZ Bala de Prata |
| Top 4 | Rodrigo Perigoso | Opala Perigoso 777 |
| Final | Helder Gandolfo | Camaro 68 V8 4×4 Blower |
A semifinal foi um duelo interno da Área 55. Rodrigo Perigoso, que na estreia havia eliminado Cadu Moreira e o Chevy Nova V8 Blower, também defende a lista de Wisniewski. Só um dos dois Opalas podia chegar à decisão. Dos 144 carros iniciais, restavam quatro, de apenas três listas. Perigoso caiu diante do companheiro de lista e depois garantiu o terceiro lugar na disputa contra Chavinsky.

Na final, o Camaro que derrubou um ex-campeão
Do outro lado da chave, Helder Gandolfo, da Área 41, também fez uma campanha de peso. O Camaro passou por Wallace Ligeirinho, campeão da edição de novembro de 2025, ainda no Top 32. Depois eliminou Dani Pro Auto, vice em junho de 2025, Paulo Moura e Chavinsky.
A página oficial de chaveamento aponta Wisniewski como vencedor do duelo decisivo, mas não publica o tempo das passadas. As fontes consultadas também não detalham o restante da premiação além do cheque do campeão.
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Dois títulos seguidos depois de dois quase
A sequência recente de Wisniewski no Armageddon é de quem está sempre perto da taça. Ele foi terceiro na 13ª edição, em junho de 2025, e vice na 14ª, em novembro do mesmo ano, quando perdeu a decisão para Wallace Ligeirinho. Em junho de 2026, venceu a 15ª edição, em Londrina. Agora, levou também a 16ª, a terceira final seguida.
O primeiro título dele havia saído na 7ª edição, em 2022, a primeira disputada no Velopark. A organização o apresentava nesta edição como bicampeão e um dos favoritos. A chave confirmou o favoritismo até o último duelo. Wisniewski, que também é administrador da Área 55, correu pela equipe GCR Competições.

Quem perdeu a decisão pode procurar a gravação no canal da Lista Área 43 no YouTube, responsável pela transmissão gratuita do evento.

O que o tricampeonato ensina sobre alta performance
Num formato sem repescagem, oito vitórias seguidas valem mais do que uma passada espetacular. Um único erro, em qualquer uma das rodadas, teria encerrado o fim de semana de Wisniewski, da estreia contra Juninho à final contra Gandolfo.
A trajetória também mostra o valor da repetição competitiva. Terceiro lugar, vice e dois títulos em quatro edições consecutivas não são obra de um dia inspirado. São sinal de um piloto e de uma equipe que chegam perto de vencer com frequência suficiente para, nas decisões seguintes, transformar a chance em troféu.
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