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LeBron lidera os mais bem pagos do basquete: US$ 137,8 milhões

LeBron James e Joel Embiid em treino da seleção dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Paris 2024

Aos 41 anos, LeBron James segue como o jogador de basquete mais bem pago do planeta. Nos 12 meses encerrados em maio de 2026, ele faturou US$ 137,8 milhões entre salário, patrocínio e negócios, segundo a lista anual da Forbes dos atletas mais bem pagos do mundo. É o quarto lugar geral, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, Canelo Álvarez e Lionel Messi.

A lista mostra um basquete em que a quadra não paga tudo. LeBron ganhou mais com as marcas do que com o Los Angeles Lakers. Stephen Curry dividiu a conta quase meio a meio. E os oito primeiros do ranking jogam na mesma liga: nenhum jogador de fora da NBA aparece entre os 50 atletas mais bem pagos do mundo.

Os 8 jogadores de basquete mais bem pagos do mundo em 2026

A Forbes soma dois blocos de dinheiro. Dentro da quadra entram salário e bônus. Fora dela entram patrocínio, aparições, licenciamento e o que o atleta fatura com os próprios negócios.

#JogadorTime na temporada 2025/26TotalPosição na lista geral
1LeBron JamesLos Angeles LakersUS$ 137,8 mi4º
2Stephen CurryGolden State WarriorsUS$ 124,7 mi6º
3Kevin DurantHouston RocketsUS$ 103,8 mi9º
4Giannis AntetokounmpoMilwaukee BucksUS$ 99,2 mi11º
5Jayson TatumBoston CelticsUS$ 82,2 mi18º
6Shai Gilgeous-AlexanderOklahoma City ThunderUS$ 69,3 mi24º
7Anthony EdwardsMinnesota TimberwolvesUS$ 69 mi25º
8Jimmy ButlerGolden State WarriorsUS$ 68,2 mi27º

Fonte: Forbes, ranking dos 50 atletas mais bem pagos do mundo em 2026, publicado em 22 de maio. Os valores são estimativas da revista, porque contrato de patrocínio não é divulgado oficialmente.

LeBron ganha mais fora da quadra do que dentro

Dos US$ 137,8 milhões de LeBron, US$ 52,8 milhões vieram do salário no Lakers. Os outros US$ 85 milhões saíram de patrocínios e negócios, com marcas como Nike, DraftKings, Hennessy e Richard Mille. É o maior valor fora da quadra entre todos os jogadores de basquete da lista.

A diferença tem explicação antiga. LeBron nunca foi só garoto-propaganda: ele costuma entrar como sócio das marcas com que trabalha, caso da Beats by Dre. Pelas contas da Forbes, ele já passou de US$ 1 bilhão em ganhos fora da quadra ao longo da carreira, somados a mais de US$ 500 milhões em salários. Foi o primeiro jogador em atividade na NBA a virar bilionário, caminho parecido com o que o Atleta Pro contou em como Roger Federer virou bilionário.

O uso da imagem como ativo é uma escola na liga, e as lições para quem está começando estão em o que a NBA ensina sobre marketing esportivo.

O salário que caiu mais de 90%

A lista da Forbes fecha em maio, e o verão americano mudou a vida do primeiro colocado. LeBron avisou o Lakers que não continuaria no clube depois de oito temporadas e, em julho, assinou com o Philadelphia 76ers um contrato de dois anos e cerca de US$ 8 milhões no total.

O salário dele caiu de US$ 52,63 milhões em 2025/26 para US$ 3,88 milhões em 2026/27, o mínimo que um time pode pagar a um veterano com dez anos ou mais de liga. Foi o maior corte salarial da história da NBA, e deixou LeBron ganhando menos que o brasileiro Gui Santos, como mostrou o Atleta Pro em Gui Santos vai ganhar mais que LeBron James.

No Philadelphia, LeBron reencontra Joel Embiid, parceiro no ouro olímpico de Paris 2024. O pivô nascido em Camarões é o nono jogador de basquete mais bem pago do mundo, com US$ 65,2 milhões. Como a maior parte da renda de LeBron vem de fora da quadra, a próxima lista deve manter o jogador no alto do ranking mesmo com o salário mínimo.

Curry divide a conta quase meio a meio

Stephen Curry aparece em sexto na lista geral, com US$ 124,7 milhões. Foram US$ 59,7 milhões de salário no Golden State Warriors e US$ 65 milhões fora da quadra, com contratos com Chase, Google e Rakuten.

Stephen Curry com camiseta cinza do Golden State Warriors sentado na beira da quadra durante entrevista em Denver
Stephen Curry em entrevista depois de treino em Denver. Foto: Cyrus Saatsaz, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

O armador foi o primeiro jogador da NBA a passar de US$ 50 milhões de salário numa temporada, com US$ 51,9 milhões em 2023/24. Fora da quadra, a temporada teve uma virada: em novembro de 2025, Curry anunciou o fim da parceria com a Under Armour, que tinha até uma marca própria com o nome dele, a Curry Brand, e um contrato pensado para durar além da aposentadoria.

Durant, o maior salário acumulado da história da liga

Kevin Durant fecha o pódio do basquete com US$ 103,8 milhões, nono lugar na lista geral. O ala recebeu US$ 54,8 milhões do Houston Rockets, para onde foi trocado em julho de 2025, e US$ 49 milhões de patrocinadores como Nike, FanDuel e Fanatics.

Kevin Durant de camiseta azul durante entrevista depois de treino em Denver
Kevin Durant em entrevista depois de treino em Denver. Foto: Cyrus Saatsaz, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Em outubro de 2025, Durant assinou uma extensão de dois anos e US$ 90 milhões com os Rockets, cerca de US$ 30 milhões abaixo do máximo que podia pedir, para deixar espaço no teto salarial para o time se reforçar. Mesmo assim, segundo a ESPN, o contrato o levou ao recorde de maior soma de salários da história da NBA: US$ 598,2 milhões entre o que já recebeu e o que ainda vai receber, à frente dos US$ 583,9 milhões de LeBron.

Fora da quadra, Durant é também investidor. Pela empresa 35V, ele já aplicou dinheiro em mais de 80 companhias e está por trás da Boardroom, marca de mídia sobre negócios do esporte.

Giannis e a nova geração do topo

Giannis Antetokounmpo ficou a US$ 800 mil de entrar no clube dos nove dígitos: somou US$ 99,2 milhões e foi o 11º da lista geral. O grego tem com a Nike uma linha de tênis própria, a Zoom Freak, que teve o maior lançamento inicial de um tênis de assinatura da história do basquete da marca, em 2019.

Giannis Antetokounmpo com a bola durante o All-Star Game da NBA de 2022, marcado por Joel Embiid
Giannis Antetokounmpo no All-Star Game de 2022, em Cleveland. Foto: Erik Drost, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Assim como LeBron, Giannis trocou de time depois do fechamento da lista. Na véspera do draft, em 23 de junho, o Milwaukee Bucks mandou o bicampeão de MVP para o Miami Heat, junto com Bobby Portis, em troca de Tyler Herro, Jaime Jaquez Jr., Kel’el Ware, Kasparas Jakucionis e escolhas de draft.

Logo atrás vem a geração que já divide o topo da liga:

  • Jayson Tatum (US$ 82,2 milhões): campeão com o Boston Celtics em 2024 e dono de um supercontrato de cinco anos e US$ 315 milhões. Numa entrevista de 2022, contou que fez um acordo com a mãe: só gasta o dinheiro dos patrocínios e não mexe no salário da NBA.
  • Shai Gilgeous-Alexander (US$ 69,3 milhões): em 2024/25, levou o Oklahoma City Thunder a 68 vitórias e ao primeiro título do clube, sendo eleito MVP da temporada e das finais. Depois disso assinou extensão de quatro anos e US$ 285 milhões, lançou o primeiro tênis próprio com a Converse, onde tem cargo de diretor criativo, e foi capa do NBA 2K26.
  • Anthony Edwards (US$ 69 milhões): primeira escolha do draft de 2020, tem tênis de assinatura com a Adidas desde 2023 e contrato com o Minnesota Timberwolves que pode chegar a US$ 260 milhões.
  • Jimmy Butler (US$ 68,2 milhões): última escolha da primeira rodada do draft de 2011, está no quinto time da carreira, o Golden State Warriors. Trocou a Jordan Brand pela chinesa Li-Ning em 2020.

A NBA ocupa 20 das 50 vagas da Forbes

Nenhuma liga coloca tanta gente na lista. Dos 50 atletas mais bem pagos do mundo em 2026, 20 são jogadores da NBA. Juntos, eles somaram US$ 1,46 bilhão, cerca de 36% dos US$ 4,1 bilhões faturados pelo top 50 inteiro.

Logo depois do top 8 vêm Joel Embiid (US$ 65,2 milhões), Devin Booker (US$ 62,4 milhões), Nikola Jokic (US$ 62,3 milhões) e Luka Doncic (US$ 60,9 milhões). A lista completa, com futebol, boxe, golfe e F1, está em os atletas mais bem pagos do mundo. Na Fórmula 1, a conta da Forbes para os pilotos está em Verstappen é o piloto mais bem pago da F1.

A temporada 2026/27 da NBA começa em outubro, com LeBron no Philadelphia e Giannis no Miami. Os canais que transmitem os jogos no Brasil estão em onde assistir à NBA 2026/27.

O que a lista ensina sobre alta performance

A primeira lição está no topo. LeBron chega aos 41 anos como o jogador de basquete mais bem pago do mundo porque tratou a carreira como uma empresa, dentro e fora da quadra. O salário depende do corpo e tem prazo. A marca construída ao longo de 23 temporadas continua rendendo mesmo quando o contrato vira o mínimo da liga.

A segunda está na longevidade. LeBron, Curry e Durant têm, juntos, mais de 50 temporadas de NBA. Nenhum deles chegou ao topo da lista por um ano excepcional: chegaram porque sustentaram o nível por quase duas décadas. Pico qualquer um tem por uma temporada. Processo mais tempo é o que vira patrimônio.

A terceira está nas escolhas. Durant abriu mão de US$ 30 milhões para o time montar um elenco mais forte. LeBron aceitou o salário mínimo para liberar espaço no teto e o Philadelphia montar um elenco mais caro em volta dele. Os dois mostram que, a partir de certo ponto, a decisão de carreira de um atleta de elite é sobre prioridade, e não sobre o maior número do contrato.

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Foto de Diogo Moraes
Diogo Moraes

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