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Braathen faz história: o primeiro ouro do Brasil nos Jogos de Inverno

Foto de Equipe Atleta Pro
Equipe Atleta Pro

Em 14 de fevereiro de 2026, o Brasil entrou de vez no mapa olímpico do inverno. Lucas Braathen desceu a pista de slalom gigante de Milano-Cortina com a bandeira verde-amarela no capacete e cruzou a linha de chegada na frente de todo mundo, incluindo o campeão mundial. Enquanto isso, nas quadras de Miami, dois números 1 do mundo fizeram o que só um punhado de atletas conseguiu na história do tênis. E na Fórmula 1, um paulista de 20 anos continua construindo um legado junto a uma equipe estreante. Semanas assim não se esquecem.

Lucas Braathen e o primeiro ouro do Brasil na neve

Lucas Braathen em ação no Slalom Gigante durante competição de esqui alpino
Lucas Braathen em ação no Slalom Gigante | Foto: Wikimedia Commons / CC

No sábado de Carnaval, 14 de fevereiro de 2026, Lucas Pinheiro Braathen, 25 anos, filho de mãe brasileira, desceu a pista de slalom gigante de Milano-Cortina e cruzou a linha de chegada com 58 centésimos de vantagem sobre o campeão mundial Marco Odermatt, da Suíça. Com isso, conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil em qualquer edição dos Jogos Olímpicos de Inverno — um feito inédito também para toda a América Latina.

Antes de Braathen, o melhor resultado do país na neve era um nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross, em Turim 2006. Mas ele não estava em Cortina por acidente: acumulou 20 pódios na Copa do Mundo de esqui alpino antes da Olimpíada e, desde que passou a representar o Brasil em 2024, entregou mais 8 novos pódios no circuito. A decisão de trocar de bandeira, que causou estranheza em muitos, se provou a decisão certa na hora certa.

Braathen poderia ter seguido o caminho seguro competindo pela Noruega, país com um dos sistemas de esqui alpino mais poderosos do mundo. Escolheu o desafio de vestir o verde-amarelo. E o esporte escolheu recompensar essa coragem com o maior palco possível: um pódio olímpico com a bandeira do Brasil no alto.

O que aconteceu no esporte

Jannik Sinner celebrando vitória no tênis
Jannik Sinner celebrando título no tênis | Foto: Wikimedia Commons / CC

Miami Open 2026: Sinner e Sabalenka completam o Sunshine Double

Nos dias 28 e 29 de março, o Miami Open 2026 fechou com um feito raríssimo no tênis mundial: no mesmo ano, o campeão masculino e a feminina também haviam vencido Indian Wells — o chamado “Sunshine Double”, que havia acontecido apenas três vezes antes na história do esporte.

No feminino, Aryna Sabalenka (Belarus, número 1 do mundo) derrotou Coco Gauff por 6-2, 4-6 e 6-3, em 2h11 de jogo, no Hard Rock Stadium. Foi o 11º título WTA 1000 da bielorrussa, que acumula impressionantes 23 vitórias e apenas 1 derrota em 2026. Sabalenka se torna a 5ª mulher a completar o Sunshine Double, ao lado de Steffi Graf, Kim Clijsters, Victoria Azarenka e Iga Swiatek.

No masculino, Jannik Sinner (Itália, número 1) fechou o ciclo no dia seguinte, vencendo o tcheco Jiri Lehecka por 6/4 e 6/4. Dois líderes mundiais no topo ao mesmo tempo. O nível do tênis nunca esteve tão alto. (Fonte: WTA Tennis)

GP do Japão: Bortoleto confirma consistência e a Audi segue evoluindo no grid

Gabriel Bortoleto ao volante da Audi na Fórmula 1 2026
Gabriel Bortoleto ao volante da Audi na temporada 2026 de F1 | Foto: Wikimedia Commons / CC

Em Suzuka, 29 de março, Gabriel Bortoleto (Audi, 20 anos) voltou a figurar entre os competitivos no GP do Japão, confirmando a evolução constante que vem mostrando desde o início da temporada. O paulista já havia marcado pontos no GP da Austrália com um 9º lugar — resultado histórico: os primeiros pontos da Audi como construtora na Fórmula 1.

Em apenas algumas corridas, Bortoleto deixou de ser “a promessa brasileira” para se tornar referência de uma equipe inteira. A Audi chegou à F1 para aprender rápido, e tem em Bortoleto o piloto certo para esse processo. A temporada ainda é longa, mas o caminho está traçado. (Fonte: Grande Prêmio)

Stock Car em Cascavel: Piquet Jr. vence com ultrapassagem audaciosa no Bacião

Cascavel (PR), 29 de março. Nelson Piquet Jr. conquistou a corrida principal da 2ª etapa da BRB Stock Car Pro Series 2026 com uma ultrapassagem pela parte de fora no Bacião, uma das curvas mais técnicas do Autódromo Internacional de Cascavel. Ele passou pelo pole position Gaetano Di Mauro (Eurofarma RC) em manobra que arrancou aplausos das arquibancadas. No sábado, Guilherme Salas havia vencido a corrida sprint. A próxima etapa está marcada para Interlagos, nos dias 24 a 26 de abril. (Fonte: GAZ)

Pan de Jiu-Jitsu 2026: domínio brasileiro em Kissimmee

Kissimmee (Florida), 25 a 29 de março. O Campeonato Pan-Americano de Jiu-Jitsu 2026 foi palco de um show de atletas brasileiros. Tainan Dalpra venceu o meio-pesado faixa-preta com placar de 9 a 0 sobre Elijah Dorsey. Sarah Galvão fez a grande surpresa do torneio: além de vencer o peso leve, conquistou o absoluto feminino ao derrotar a campeã superpesado Gabi Pessanha por 6 a 0. Gabriel Veloso levou o absoluto masculino faixa-preta. Completaram o quadro de campeões brasileiros: Marcos Gomes, Diego “Pato” Oliveira, Mayssa Bastos, Larissa Dias e Ana Lima. O Brasil dominou o tatame de ponta a ponta. (Fonte: Jitsmagazine)

Radar do Esporte

Fórmula 1 deve superar US$ 3 bilhões em patrocínios em 2026

A Fórmula 1 deve ultrapassar a marca de US$ 3 bilhões em contratos de patrocínio em 2026, impulsionada pela entrada de Audi e Cadillac e pela chegada agressiva de empresas de tecnologia e inteligência artificial. Só nos últimos seis meses, oito novos contratos com empresas de IA foram firmados no esporte, incluindo nomes como Groq e Meta AI. O segmento de vestuário esportivo cresceu 75% em dois anos, com Puma e Adidas juntas movimentando US$ 140 milhões na categoria. Empresas americanas aumentaram seus investimentos na F1 em 68% desde 2023. O esporte mais veloz do mundo também está se tornando um dos negócios mais atrativos do planeta. (Fonte: Máquina do Esporte)

Mizuno amplia presença no Brasil e volta ao Circuito Athenas após 16 anos

A Mizuno fez dois movimentos estratégicos no mercado brasileiro de corrida de rua em 2026. O primeiro foi a parceria com a MPR Assessoria Esportiva, fundada por Marcos Paulo Reis (ex-técnico olímpico), que conta com mais de 1.600 alunos em modalidades como corrida, triatlo e ciclismo. O segundo foi o retorno ao Circuito Athenas, agora rebatizado Circuito Mizuno Athenas, com três etapas ao longo do ano e expectativa de 32 mil corredores participantes. O movimento sinaliza a disputa crescente pelo mercado de corrida de rua no Brasil, um dos maiores do mundo em número de provas e corredores ativos. (Fonte: Webrun)

Euromericas Sport Marketing desembarca no Brasil com Coca-Cola, Adidas e Nestlé

A Euromericas Sport Marketing, a quarta maior consultoria de marketing esportivo do mundo, anunciou em 25 de março a abertura de operações no Brasil. Liderada pelo CEO Nicolas Caballero — com mais de 30 anos de experiência, incluindo passagens por Ferrari, Juventus e Milan — a empresa chega com um portfólio de clientes globais que inclui Coca-Cola, Adidas e Nestlé. O Brasil era o único mercado sul-americano onde a Euromericas ainda não estava presente. A chegada reforça o status do país como destino cada vez mais atrativo para o marketing esportivo global. (Fonte: Portal Tela)

Insight de Performance

Lucas Braathen tinha tudo para seguir o caminho confortável: resultados pela Noruega, um sistema de apoio robusto e o prestígio de competir por uma das nações mais vitoriosas do esqui mundial. Mas abriu mão da segurança para correr um risco identitário enorme. Em psicologia do esporte, chamamos isso de “identidade atlética alinhada” — quando um atleta consegue alinhar quem ele é com quem ele representa, o desempenho ganha uma camada extra de significado. Competir com propósito maior que o pódio muda a equação da pressão: o medo de perder diminui quando o motivo de vencer é algo maior que você mesmo.

Isso vale para todo atleta amador. Quando você encontra o seu “porquê” para treinar, aguentar mais um round de jiu-jitsu ou pedalar mais um quilômetro, o esforço deixa de ser apenas fisiológico e passa a ser emocional. Braathen não venceu só porque tinha técnica e preparo físico impecáveis. Venceu porque sabia exatamente por que estava lá, naquela montanha, com aquela bandeira no capacete. Encontre o seu “porquê”. E deixe ele te levar morro abaixo.

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