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Afonso Eulalio veste a rosa do Giro 2026 e escreve história

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Equipe Atleta Pro

Um garoto de 24 anos sem nome na lista dos favoritos. Uma queda na quinta etapa. Uma arrancada improvisada. E de repente, a camisola rosa do Giro d’Italia 2026 nos ombros de Afonso Eulalio, ciclista português da Bahrain Victorious nascido em Figueira da Foz. A história da semana no esporte pertence a ele, mas o dia foi movimentado em várias frentes: quatro brasileiros avançando no qualifying de Roland Garros, Felipe Drugovich conquistando seu primeiro pódio na Fórmula E em Mônaco e um novo wearable da Google prestes a desafiar o mercado dominado pelo Whoop.

Afonso Eulalio: a camisola rosa que ninguém esperava

Afonso Eulalio com a camisola rosa do Giro d'Italia 2026
Afonso Eulalio lidera o Giro d’Italia 2026 | Foto: Luca Bettini / Cor Vos

Nascido em Figueira da Foz em 2001, Afonso Eulalio chegou ao Giro d’Italia 2026 sem aparecer em nenhuma lista de favoritos. Na etapa 5, sofreu uma queda, se recuperou, atacou e cruzou a linha em primeiro. De repente, tinha a camisola rosa: o símbolo do líder na corrida mais dura da Europa. Com 24 anos, Eulalio tornou-se o terceiro português da história a liderar o Giro, depois de Acácio da Silva em 1989 e João Almeida em 2020. Ao vestir o maillot pela primeira vez, disse: “É absurdo… ainda estou me acostumando.”

Na terça-feira (19), o contrarrelógio de 42 km em Viareggio era o grande teste da semana. Filippo Ganna voou e igualou o recorde de Eddy Merckx com sua 7ª vitória em contrarrelógio no Giro. Jonas Vingegaard foi o 13º, chegando 3 minutos atrás de Ganna. Eulalio perdeu 4min57s para o especialista italiano, mas acompanhou todos os rivais de classificação geral e saiu da etapa ainda com 27 segundos de vantagem sobre Vingegaard na liderança. O sonho segue de pé.

A corrida ainda tem 10 etapas pela frente, com chegada em Roma no dia 31. Ninguém sabe até quando Eulalio segura a rosa. Mas o ciclismo já ganhou sua grande história de 2026: um jovem que caiu, se levantou e está carregando a camisola de líder do Giro com uma serenidade que impressiona qualquer veterano do pelotão.

O que aconteceu no esporte

Felipe Drugovich no pódio da Fórmula E em Mônaco 2026
Felipe Drugovich no pódio em Mônaco | Foto: Reprodução / e-formula.news

Narvaez volta a vencer na etapa 11 do Giro, em Chiavari

Jhonatan Narvaez (UAE Team Emirates-XRG) cruzou a linha de chegada em Chiavari como vencedor da 11ª etapa do Giro d’Italia 2026, percorrendo 195 km em 3h27min. O equatoriano, que já havia vencido nas etapas 4 e 8, consolida a posição de maior caçador de vitórias de etapa desta edição. Andreas Leknessund (Uno-X Mobility) ficou em segundo, 32 segundos atrás, e Magnus Tjøtta, também da Uno-X, completou o pódio. Na classificação geral, Eulalio segue de rosa.

Quatro brasileiros avançam no qualifying de Roland Garros

Na estreia da fase classificatória do Grand Slam de Paris, o Brasil colocou quatro tenistas na segunda rodada do qualifying. O destaque foi Pedro Boscardin, 23 anos, de Joinville (SC), que em sua primeira participação em um qualifying de Grand Slam derrubou Nikoloz Basilashvili, ex-top 20 do mundo e cabeça de chave 9, com placar de 2 sets a 0. Gustavo Heide, João Lucas Reis e Thiago Wild também venceram. Laura Pigossi foi eliminada.

Boscardin enfrenta o canadense Alexis Galarneau na segunda rodada, ainda buscando vaga no torneio principal que começa no dia 24 de maio. Uma vitória ali colocaria um brasileiro de 23 anos no quadro principal de Roland Garros pela primeira vez na carreira.

Drugovich conquista o primeiro pódio na Fórmula E

Felipe Drugovich fez história em Mônaco. Largando em quinto na segunda corrida do E-Prix, o brasileiro da Andretti Formula E administrou energia com eficiência, ativou o modo de ataque no momento certo e chegou ao segundo lugar, atrás de Oliver Rowland. Foi o primeiro pódio de Drugovich na Fórmula E, em apenas a décima corrida na categoria. O piloto de 25 anos marcou 18 pontos e avançou para o 12º lugar no campeonato, com 32 pontos no total. “Era o objetivo. O carro estava ótimo e fizemos tudo que era possível para estar lá em cima”, disse ele ao ser entrevistado.

Radar do Esporte

Google Fitbit Air: o wearable sem tela que entra na guerra dos dados

O Google anunciou o Fitbit Air, uma pulseira fitness sem tela que monitora sono, frequência cardíaca, SpO2 e atividade física de forma contínua, com integração ao Google Health. O dispositivo chega ao mercado americano no dia 26 de maio por US$ 129,99 (cerca de R$ 660), sem previsão para o Brasil. A proposta é direta: dados de saúde sérios, sem a distração de uma tela. O Fitbit Air mira o mercado dominado pelo Whoop, mas com preço mais acessível e o ecossistema do Google. Para atletas que já usam o Pixel Watch, a combinação dos dois funciona de forma complementar: um cobre a tela, o outro entrega conforto e bateria de longa duração.

Vale fecha patrocínio com o Comitê Olímpico Brasileiro até 2028

A mineradora Vale anunciou um patrocínio ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) válido até dezembro de 2028, cobrindo o ciclo olímpico que culmina nos Jogos de Los Angeles. O valor não foi divulgado, mas a Vale entra como patrocinadora oficial ao lado de outros grandes nomes do mercado e reforça cinco anos consecutivos de presença no esporte brasileiro. Para os atletas que vão disputar LA 2028, o suporte financeiro ampliado representa mais estrutura de preparação rumo ao maior palco esportivo do mundo.

F1 em Montreal: sprint race, Bortoleto e Antonelli no topo

A Fórmula 1 chega ao GP do Canadá de 22 a 25 de maio, com formato de sprint race no Circuito Gilles Villeneuve. No campeonato, Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) lidera com 100 pontos, seguido de George Russell (80) e Charles Leclerc (65). Gabriel Bortoleto chega a Montreal precisando de um resultado consistente depois de um GP de Miami difícil, em que terminou em 12º. A Audi apresenta um pacote grande de atualizações para o fim de semana, e o brasileiro já sinalizou que quer uma corrida mais limpa. Com chuva na previsão, Montreal pode entregar bastante emoção.

Insight de Performance

Quando Afonso Eulalio vestiu a camisola rosa do Giro d’Italia, disse: “É absurdo, ainda estou me acostumando.” Essa frase é um dado clínico, não uma metáfora motivacional. Ela revela o que a psicologia do esporte chama de “síndrome do impostor situacional”: quando a performance real supera a autoimagem interna do atleta. O risco nesse momento não é técnico, é cognitivo. O atleta começa a gerenciar o resultado em vez de executar o processo. E aí a performance cai.

Para o atleta amador, esse fenômeno aparece toda vez que você bate um PR pessoal, sobe de pace ou termina uma prova que jurou que não conseguiria. A resposta treinável é o foco no processo imediato: não “vou segurar o Giro por 10 etapas”, mas “vou bem nesta subida”. Quebrar o horizonte em microdecisões reduz o peso da expectativa e mantém o sistema nervoso no modo de execução, não de defesa. Você não precisa acreditar que merece o resultado para executar bem. Você precisa executar bem para, um dia, acreditar que merece.

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