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Fittipaldi 1972: o primeiro campeão brasileiro na Fórmula 1

Este texto é uma adaptação da edição de 2026 de setembro de 04 da Atleta Pro News, a newsletter gratuita que chega três vezes por semana pra quem leva esporte de alto desempenho a sério.

Em 10 de setembro de 1972, um piloto de 25 anos fechou o maior título do automobilismo mundial antes mesmo de o campeonato terminar. Rodrigo Koxa aguarda o veredito de uma onda de 29,15 metros que pode reescrever o recorde mundial do surf de ondas gigantes. Na Vuelta a España, Enric Mas lidera com margem curta enquanto Primož Roglič pressiona pelas montanhas espanholas. E o US Open 2026 viu cabeças de chave importantes caírem cedo em Nova York.

Emerson Fittipaldi: o dia em que o Brasil chegou ao topo da Fórmula 1

Emerson Fittipaldi celebra o título de 1972
Fittipaldi e a Lotus, campeões em 1972 | Foto: Reprodução / ge.globo.com

Monza, 10 de setembro de 1972. Emerson Fittipaldi tinha 25 anos e estava sentado dentro da Lotus 72D quando atravessou a linha de chegada do GP da Itália em primeiro lugar. Naquele momento, o Brasil ganhou seu primeiro campeão mundial de Fórmula 1. O título estava matematicamente garantido faltando ainda duas corridas para o fim da temporada.

A vitória em Monza foi a quinta de Fittipaldi naquele ano. O campeonato foi uma batalha direta com o escocês Jackie Stewart, um dos melhores pilotos da época. Ao final, os números contavam a história: 61 pontos contra 45 de Stewart. Uma diferença construída corrida a corrida, com consistência e velocidade, por um brasileiro que começou em kart nas ruas de São Paulo.

No rádio, enquanto a Lotus 72D cruzava a reta de chegada, a voz do seu pai, o jornalista esportivo Wilson Fittipaldi, transbordou: “Ganhou Emerson Fittipaldi! Ganhou o Brasil!” A frase atravessou décadas. Quem ouviu naquele dia carregou o momento para sempre. Quem ouviu depois, em gravações e documentários, entende por que a história começa ali.

O título de 1972 abriu uma janela que o Brasil não parou de atravessar. Fittipaldi voltaria a ser campeão em 1974. Nelson Piquet ergueu o troféu três vezes: em 1981, 1983 e 1987. Ayrton Senna, outras três: em 1988, 1990 e 1991. Oito títulos mundiais ao todo, de um país que entrou na Fórmula 1 sem nenhum.

O que torna a história de Fittipaldi ainda mais marcante é o contexto: ele correu numa era em que o perigo era parte do contrato. A F1 dos anos 1970 matava pilotos com frequência brutal. Competir com excelência naquele ambiente exigia um tipo de coragem que vai além do talento puro. O título não foi sorte de calendário. Foi construído corrida a corrida, num duelo real contra um dos melhores rivais da época.

Cinquenta e quatro anos depois, Fittipaldi segue sendo o ponto de partida de tudo que o Brasil construiu no automobilismo. O menino do kart de São Paulo que chegou a Monza com 25 anos e saiu de lá com o mundo.

O que aconteceu no esporte

Onda gigante em Nazaré, Portugal
A Praia do Norte, em Nazaré, palco da onda de Koxa | Foto: Reprodução / Atleta Pro

A onda de 29,15 metros que pode reescrever o recorde mundial

Rodrigo Koxa, 46 anos, surfou uma onda medida preliminarmente em 29,15 metros na Praia do Norte, em Nazaré, Portugal, em 19 de dezembro de 2025. O número supera em quase 3 metros o recorde oficial em vigor: os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, segundo o portal Atleta Pro.

Não é a primeira vez que Koxa entra para essa história: ele foi dono do recorde mundial entre 2017 e 2022, com uma onda de 24,38 metros. Desta vez, entrou na onda rebocado pelo piloto de jet ski Vitor Faria, parceiro dele há 25 anos.

O veredito sobre o tamanho da onda sai em 19 de setembro, na gala do Big Wave Challenge, na Califórnia. Mas isso não homologa automaticamente o recorde junto ao Guinness: esse processo pode levar meses ainda.

Tadej Pogačar na Vuelta a España 2026
Pogačar caiu na etapa 8 e abriu caminho para Enric Mas | Foto: Reprodução / olympics.com

Enric Mas lidera a Vuelta, mas Roglič está logo atrás

Enric Mas assumiu a liderança da Vuelta a España depois que Tadej Pogačar caiu e abandonou a prova na etapa 8, em 29 de agosto, com fratura na clavícula e uma lesão estável na vértebra C7. O espanhol da Movistar busca a primeira vitória numa grande volta depois de três segundos lugares.

A vantagem de Mas é curta: 1 minuto e 18 segundos sobre Primož Roglič, tetracampeão da Vuelta e o ciclista em atividade que melhor conhece o terreno de subidas curtas e explosivas típico da corrida espanhola.

A decisão passa pela etapa 12, com chegada no Observatório de Calar Alto, e pela etapa 14, na Sierra de la Pandera, com rampas de até 11% no final. A prova termina em Granada, em 13 de setembro.

Quadra do US Open 2026 em Nova York
US Open 2026, palco das zebras da segunda rodada | Foto: Reprodução / usopen.org

Zebras derrubam Auger-Aliassime e de Minaur no US Open

O US Open 2026 teve uma segunda rodada de sacudir o chaveamento masculino. Felix Auger-Aliassime, 3º cabeça de chave e semifinalista do ano passado, caiu diante do russo Karen Khachanov por 6/7, 6/3, 6/2 e 6/2. Alex de Minaur, 6º cabeça de chave, também deu adeus cedo: perdeu em sets diretos para o holandês Botic van de Zandschulp por 6/4, 7/5 e 6/2, mantendo a sina de nunca ter passado das quartas em Grand Slams.

Lorenzo Musetti, 13º cabeça de chave, caiu diante do australiano Dane Sweeny. Do outro lado, Carlos Alcaraz seguiu tranquilo rumo às rodadas finais. A torcida americana teve noite de festa, com vitórias de Coco Gauff, Taylor Fritz e Madison Keys, que salvou cinco match points contra Anna Bondar. O resultado completo está disponível em tempo real no CBS Sports.

Radar do Esporte

Transmissão da CazéTV
CazéTV bateu recorde de audiência no YouTube | Foto: Reprodução / Atleta Pro

CazéTV fatura R$ 2 bilhões e redefine o patrocínio esportivo no Brasil

A CazéTV bateu recorde de audiência no YouTube durante a Copa do Mundo de 2026: pico de 21,1 milhões de aparelhos ligados ao mesmo tempo em Brasil x Japão, triplicando o alcance da edição anterior. Foram 64 milhões de espectadores contra 22 milhões em 2022.

O modelo comercial rendeu R$ 2 bilhões com 11 cotas máster de patrocínio, cerca de R$ 185 milhões cada, de marcas como Itaú, Mercado Livre e Coca-Cola. O dinheiro que antes ia para camisa de clube está migrando para a transmissão digital, que hoje fala com todas as torcidas ao mesmo tempo.

Linha Welz de suplementos
A linha Welz, nova aposta da Live! em suplementos | Foto: Reprodução / Atleta Pro

Live! lança a Welz e mira 20% da receita até 2030

A Live!, rede com 377 lojas e mais de R$ 1 bilhão em faturamento em 2025, lançou em 28 de agosto sua marca de suplementos, a Welz. A meta declarada: responder por 20% da receita do grupo até 2030. O carro-chefe é o Body Peptides, bebida proteica gaseificada com 15g de colágeno por lata a R$ 13,90.

Vale o alerta técnico: colágeno não é whey. Custa R$ 0,93 por grama contra R$ 0,24 do whey concentrado, e é uma proteína incompleta, pobre em leucina, que não estimula a síntese muscular da mesma forma. O produto tem apelo de conveniência e preço acessível, mas quem treina precisa entender o que está comprando.

Patrocínio esportivo global vai bater €88,4 bilhões em 2026

O investimento global em patrocínio esportivo deve chegar a €88,4 bilhões em 2026, alta de 9% sobre os €81,2 bilhões de 2025, segundo o Futebol e Negócios. A projeção para 2027 é de €98,6 bilhões.

A Europa concentra 34% desse dinheiro, mas a Ásia-Pacífico cresce mais rápido, puxada pela China, que sozinha responde por €7 bilhões. O futebol segue dominante, com 40,7% da fatia total, mas o crescimento do mercado mostra que clubes e ligas de todo tipo de esporte dependem cada vez mais dessa fonte de receita.

Insight de Performance

Fittipaldi tinha o título praticamente garantido antes de Monza, e o alívio de saber que estava perto podia ter jogado contra ele. A psicologia do esporte chama isso de “armadilha da meta alcançada”: quando o resultado já parece certo, a atenção sai do processo e vai para o marcador. Fittipaldi fez o contrário e venceu justamente a corrida decisiva. Para quem treina fora do profissionalismo, o recado vale igual numa prova de rua, num torneio amador ou numa etapa de ciclismo: o dia em que a meta parece batida é o de maior risco de erro bobo, porque a cabeça relaxa antes do corpo terminar o trabalho. Resultado que já parece garantido é o momento exato de redobrar o foco, não de soltar o pé.

Treinar a atenção ao processo, especialmente nos momentos de aparente conforto, é uma das ferramentas mais subestimadas do esporte amador. Quem domina isso não melhora apenas o resultado de uma prova: muda a forma de competir.

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Diogo Moraes

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