Recorde mundial em Zurique. Duas semanas depois, ouro em Budapeste. Alison dos Santos fechou 2026 sem perder nos 400 m com barreiras. Em 13 de setembro, no Ultimate Championship, em Budapeste, ele cruzou em 45s98, deixou Rai Benjamin (46s40) e Karsten Warholm (46s78) para trás e mostrou que o topo tem dono. Sou treinador mental. Deixa eu te mostrar o que acontece na cabeça de quem faz isso.

O tamanho do feito
27 de agosto, Zurique: 45s80. Recorde mundial, 14 centésimos abaixo dos 45s94 de Warholm. Budapeste: 45s98, a terceira melhor marca da HISTÓRIA da prova, atrás só desses dois tempos. Nona final vencida em 2026. Tri da Diamond League. Primeiro Troféu Brasil da carreira. E lembra: já tinha mundial de 2022 e dois bronzes olímpicos, Tóquio e Paris 2024. Campeão que sobe o próprio teto. Isso é RARO.

1. CONFIANÇA COM PROVA, NÃO COM ACHISMO
Alison disse que fez muitas mudanças nos treinos e nas competições: começa mais rápido, termina mais forte. Percebe? Ele SABE por que está melhor. Confiança que se explica é confiança que aguenta pressão. Anota aí: registre o que mudou no seu treino e use como evidência antes de competir.
2. “CONFIA EM MIM”
Em Zurique, o treinador Felipe de Siqueira normalmente foge do estádio, porque fica mais nervoso que o atleta. Alison sentiu-se tão pronto que pediu: “confia em mim, vai assistir”. E ele foi. Resultado: recorde mundial. Ler o próprio estado e passar segurança pra equipe é habilidade de elite.

3. VÍNCULO É COMBUSTÍVEL
Passou a linha? Foi atrás do técnico. Disse que ele corria, mas foi o treinador quem tornou possível, alguém que acreditou nele desde jovem. Ninguém chega sozinho. Cuide de quem cuida de você.
4. UMA BARREIRA DE CADA VEZ
400 m com barreiras é ritmo, passada, energia. Largar mais forte e terminar mais forte exige mente no PRÓXIMO obstáculo, sem pensar no pódio. Prova ganha no presente.
5. O PÓS-RECORDE: A ARMADILHA QUE ELE DESVIOU
Depois do feito máximo vem o vazio. A queda de motivação derruba muita gente. Alison respondeu com OUTRO ouro, contra Benjamin (que vinha focado nos 400 m rasos, primeiro duelo de barreiras dos dois na temporada) e Warholm. Recompensa não é linha de chegada; é ponto de partida.
O QUE LEVAR PRO SEU TREINO
- Registre o que mudou e por quê: confiança vira evidência.
- Leia seu estado e comunique com a equipe.
- Agradeça e fortaleça seus vínculos.
- Tenha um plano para o dia seguinte às grandes conquistas.
Leia também: Alison dos Santos bate o recorde mundial com 45s80 em Zurique · Alison dos Santos crava 44s61 e fecha 2026 com ouro e recorde
Perguntas frequentes
Qual é o recorde mundial dos 400 m com barreiras?
É de Alison dos Santos: 45s80, na etapa de Zurique da Diamond League, em 27 de agosto de 2026. A marca tirou 14 centésimos do recorde anterior, os 45s94 de Karsten Warholm.
Alison dos Santos perdeu alguma prova dos 400 m com barreiras em 2026?
Não. Ele fechou a temporada invicto na prova, com nove finais vencidas, o recorde mundial em Zurique, o título da Diamond League e o ouro em Budapeste, em 45s98.
Quem é o treinador de Alison dos Santos?
Felipe de Siqueira, que acompanha o Piu desde jovem. Em Zurique, o técnico, que costuma fugir do estádio por ficar mais nervoso que o atleta, foi assistir à prova a pedido do próprio Alison.
O que Alison dos Santos mudou para bater o recorde mundial?
Segundo o próprio atleta, fez muitas mudanças nos treinos e nas competições: começa a prova mais rápido e termina mais forte.
Quantas vezes Alison dos Santos ganhou a Diamond League?
Três. O título de 2026 foi o tri da Diamond League nos 400 m com barreiras.
Por Nicholas Pasqualetto, Treinador Mental de Atletas.
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