A final do Korea Open, o WTA 250 de Seul, será toda australiana. No sábado (26/09), Kimberly Birrell, cabeça 2, venceu duas partidas de três sets no mesmo dia: 2/6 6/2 7/5 sobre a americana Katie Volynets, nas quartas, e 7/5 2/6 6/1 sobre a húngara Anna Bondar, na semifinal.
A adversária na decisão é Maya Joint, cabeça 5, de 20 anos. Ela passou pela tailandesa Lanlana Tararudee nas quartas e ganhou a semifinal quando a russa Alina Korneeva abandonou com lesão na coxa esquerda, com o placar em 6/2 1/0. A final é no domingo (27/09), não antes das 15h30 em Seul, ou 3h30 no horário de Brasília.
Birrell vence duas vezes no mesmo sábado
A chuva de sexta-feira (25/09) interrompeu a programação em Seul e empurrou as quartas de final para sábado, o mesmo dia das semifinais. Birrell e Volynets tinham parado com a australiana à frente por 2/6 6/2 4/2.
Na retomada, Birrell fechou o terceiro set em 7/5. Pelo placar oficial da WTA, a partida somou 2h35 nos dois dias. Foi a quinta semifinal da carreira dela no circuito principal e a terceira de 2026, depois de Adelaide e Austin. Com o resultado, Birrell passou a liderar o confronto com Volynets por 3 a 2.
Horas depois, contra Bondar, cabeça 6, a australiana venceu o primeiro set por 7/5, perdeu o segundo por 6/2 e dominou o terceiro por 6/1, em 2h30. É a primeira final de Birrell na temporada.
Bondar também tinha jogado duas vezes no sábado. Mais cedo, eliminou a romena Elena-Gabriela Ruse, cabeça 4, por 6/4 1/6 6/2, em 2h25, e chegou à primeira semifinal da carreira em quadra dura no circuito. Dois dias antes, nas oitavas, a húngara havia salvado um match point na vitória de 3h15 sobre a armênia Alina Charaeva.
Joint avança com o abandono de Korneeva
Joint começou o sábado com vitória por 6/4 6/3 sobre Tararudee, cabeça 3, em 1h26. Segundo a WTA, foi a primeira semifinal dela na temporada.

A semifinal durou 49 minutos. Joint fechou o primeiro set em 6/2 e vencia o segundo por 1/0 quando Korneeva, de 19 anos, deixou a partida. A súmula oficial do torneio registra lesão na coxa esquerda. Diferente do W.O., o abandono vale como vitória no retrospecto de Joint.
Korneeva, 82ª do mundo, tinha eliminado mais cedo a australiana Taylah Preston por 6/1 6/4, em 1h10. Foi a terceira semifinal da carreira da russa no circuito principal, que ainda busca a primeira final.
Preston, de 20 anos e 94ª do ranking, foi a surpresa da semana até as quartas. Nas oitavas, ela havia tirado a cabeça 1, a letã Jelena Ostapenko, por 6/4 6/1, como o portal mostrou na cobertura das oitavas em Seul e Singapura. Com a queda dela, a Austrália, que tinha três das oito quadrifinalistas, ficou com duas jogadoras vivas, justamente as finalistas.

Os resultados de sábado (26/09) em Seul
Número entre parênteses indica a cabeça de chave.
| Rodada | Vencedora | Perdedora | Placar |
|---|---|---|---|
| Quartas | Kimberly Birrell (AUS, 2) | Katie Volynets (USA) | 2/6 6/2 7/5 |
| Quartas | Maya Joint (AUS, 5) | Lanlana Tararudee (THA, 3) | 6/4 6/3 |
| Quartas | Anna Bondar (HUN, 6) | Elena-Gabriela Ruse (ROU, 4) | 6/4 1/6 6/2 |
| Quartas | Alina Korneeva (RUS) | Taylah Preston (AUS) | 6/1 6/4 |
| Semifinal | Kimberly Birrell (AUS, 2) | Anna Bondar (HUN, 6) | 7/5 2/6 6/1 |
| Semifinal | Maya Joint (AUS, 5) | Alina Korneeva (RUS) | 6/2 1/0, abandono |
| Semifinal, duplas | Chan Hao-Ching e Wu Fang-Hsien (TPE, 1) | Liang En-Shuo e Yuan Yue | 6/4 7/5 |
Parceiras de duplas, rivais na final
Birrell, de 28 anos, e Joint conhecem bem o jogo uma da outra. Pelo histórico da WTA, as duas já formaram dupla em Wimbledon, em 2025, e nos torneios de Adelaide e Dubai, em 2026. Em simples, o mesmo histórico não registra nenhum confronto entre elas.
As trajetórias em finais são opostas. Birrell chega à terceira decisão de WTA da carreira e ainda procura o primeiro título: perdeu em Osaka, em 2024, para a holandesa Suzan Lamens, e em Chennai, em 2025, para a indonésia Janice Tjen.
Joint jogou duas finais e venceu as duas, ambas em 2025: Rabat, no saibro, e Eastbourne, na grama, onde bateu a filipina Alexandra Eala no tie-break do terceiro set. Um título em Seul seria o primeiro dela em quadra dura.
O ranking mostra momentos diferentes. Birrell é a 60ª do mundo e chegou ao melhor ranking da carreira, o 56º lugar, em 14 de setembro. Joint chegou a ser 28ª em fevereiro, a melhor marca dela, e aparece hoje em 99º.
A campeã leva 250 pontos e US$ 37.390 em premiação. A vice fica com 163 pontos e US$ 22.125.
Seul também tem história recente para Joint. Em 2025, quando o torneio ainda era WTA 500, ela foi vice nas duplas ao lado da americana Caty McNally. A campeã de simples foi a polonesa Iga Swiatek. Em 2024, o título ficou com a brasileira Bia Haddad Maia.
Horário da final e onde assistir
O domingo (27/09) em Seul começa às 13h locais, 1h em Brasília, com a final de duplas. As taiwanesas Chan Hao-Ching e Wu Fang-Hsien, cabeças 1, enfrentam a taiwanesa Lee Ya-Hsin e a chinesa Ye Qiuyu. Na semifinal, Lee e Ye eliminaram Eudice Chong e Eri Hozumi, a dupla que havia tirado a brasileira Ingrid Martins nas quartas.
A final de simples vem depois da cerimônia de premiação das duplas, não antes das 15h30 locais, 3h30 no horário de Brasília. Seul está 12 horas à frente de Brasília.
A ESPN tem os direitos da WTA no Brasil em 2026. Durante a semana, os jogos de Seul apareceram na grade do Disney+, no plano Premium, em quadras selecionadas. A final não constava nas agendas de transmissão consultadas até a manhã de sábado, então vale conferir a programação do Disney+ antes do jogo. A partir de 2027, os torneios WTA 250, 500 e 1000 passam para a CazéTV.
Na mesma madrugada, Singapura decide o título do WTA 500, com a final de simples prevista para não antes das 6h de Brasília. O portal tem o guia de onde assistir ao WTA de Singapura. Na semana que vem, a gira asiática chega ao WTA 1000 de Pequim, com chave principal a partir de 30 de setembro.
O que o sábado mostrou
Birrell precisou vencer duas partidas de três sets no mesmo dia, uma delas retomada depois de uma noite de espera pela chuva. O calendário não estava sob controle dela. A resposta em quadra, sim.
A australiana chega à terceira final da carreira depois de perder as duas anteriores, e está a quatro posições do melhor ranking que já teve. As derrotas em Osaka e Chennai não encerraram nada: viraram parte do caminho até a decisão deste domingo.
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