Flávia Saraiva durante a classificatória da trave no Mundial de Roterdã, em 19 de outubro. Foto: MeloGym/CBG.
Flávia Saraiva conquistou neste domingo (25) a medalha de bronze na trave do Mundial de Ginástica Artística, no Rotterdam Ahoy, em Roterdã, na Holanda. A brasileira recebeu 14,300 pontos e subiu pela primeira vez ao pódio do aparelho em um Campeonato Mundial.
O ouro ficou com a argelina Kaylia Nemour e a prata com a chinesa Zhang Qingying. As duas terminaram com 14,566 pontos, mas a classificação oficial colocou Nemour em primeiro e Zhang em segundo. Flávia ficou 0,200 ponto à frente da francesa Elena Colas, quarta colocada.
Como Flávia Saraiva chegou ao bronze na trave
A classificação oficial da final registra 6,100 de dificuldade e 8,200 de execução para Flávia, totalizando os 14,300. A brasileira foi a sétima das oito finalistas a se apresentar e chegou ao segundo lugar provisório.
Faltava apenas Zhang Qingying. A chinesa marcou 14,566 e passou à segunda colocação, confirmando o bronze de Flávia. Nemour, que havia aberto a final, manteve o primeiro lugar.
| Posição | Ginasta | País | Nota |
|---|---|---|---|
| 1ª | Kaylia Nemour | Argélia | 14,566 |
| 2ª | Zhang Qingying | China | 14,566 |
| 3ª | Flávia Saraiva | Brasil | 14,300 |
| 4ª | Elena Colas | França | 14,100 |
| 5ª | Manila Esposito | Itália | 14,066 |
| 6ª | Skye Blakely | Estados Unidos | 13,633 |
| 7ª | Qiu Qiyuan | China | 13,633 |
| 8ª | Mana Okamura | Japão | 12,666 |
Nemour recebeu 6,300 de dificuldade e 8,266 de execução. Zhang teve a maior dificuldade entre as oito finalistas, 6,500, acompanhada de 8,066 na execução. Flávia sustentou a terceira maior nota total da decisão.
Do quarto lugar em 2025 à primeira medalha na trave
O bronze melhora a melhor colocação de Flávia no aparelho em Mundiais. Em Jacarta, em 2025, ela havia terminado em quarto lugar, com 13,900 pontos. Antes disso, fora sexta em Stuttgart, em 2019. Os resultados anteriores constam no histórico oficial da ginasta.
Aos 27 anos, Flávia já tinha uma medalha individual em Mundiais: o bronze no solo de Antuérpia, em 2023. Na mesma edição, integrou a equipe brasileira que conquistou a prata. Em Roterdã, acrescentou a trave à lista de aparelhos em que alcançou o pódio mundial.
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A campanha de Flávia no Mundial de Roterdã
A brasileira chegou à decisão da trave com a terceira nota da classificatória, 14,400. Aquela pontuação não entrou na conta da final: as oito competidoras começaram do zero, e a medalha foi definida pela apresentação deste domingo.
Flávia também participou do quinto lugar do Brasil na final por equipes, disputada na quarta-feira (21). A seleção somou 159,730 pontos e garantiu a participação no Mundial de 2027. Na sexta-feira (23), a ginasta terminou em 12º no individual geral.
O pódio da trave veio um dia depois do terceiro título mundial de Rebeca Andrade no salto, conquistado com 14,466. As duas brasileiras encerraram suas finais individuais em Roterdã com medalhas.
Dificuldade e execução precisam chegar juntas à final
O resultado permite uma leitura concreta sobre preparação: a dificuldade é uma parte da pontuação, não a nota inteira. Flávia levou à final uma série avaliada em 6,100 e acrescentou 8,200 de execução. Essa combinação foi suficiente para o bronze, mesmo diante de programas com dificuldade maior.
Para quem compete, acompanhar esses componentes separadamente ajuda a entender onde estão os pontos a desenvolver. A colocação na classificatória abre a porta da final, mas não garante o resultado seguinte. Em Roterdã, Flávia precisou construir sua medalha novamente na decisão.
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