O Brasil fechou o Mr. Olympia 2026, em Las Vegas, com dois títulos e sete lugares no pódio. Natalia Coelho conquistou o tricampeonato do Women’s Physique e Eduarda Bezerra, o bicampeonato do Wellness, as duas na noite de sexta-feira (25), na Orleans Arena. Os outros cinco pódios foram de prata e bronze, incluindo o vice de Lucas Garcia na 212 e o terceiro lugar de Ramon Dino, que perdeu o título da Classic Physique.
O saldo fica um título abaixo de 2025, o melhor ano da história do país no evento, quando Ramon, Natalia e Eduarda venceram. O Brasil levou 58 atletas classificados para Las Vegas, a maior delegação que já montou.
Os brasileiros no pódio do Mr. Olympia 2026
| Categoria | Atleta | Colocação | Prêmio |
|---|---|---|---|
| Women’s Physique | Natalia Coelho | 1º | US$ 50 mil |
| Wellness | Eduarda Bezerra | 1º | US$ 50 mil |
| 212 | Lucas Garcia | 2º | US$ 20 mil |
| Women’s Physique | Zama Benta | 2º | US$ 20 mil |
| Wellness | Isabelle Nunes | 2º | US$ 20 mil |
| Classic Physique | Ramon Dino | 3º | US$ 20 mil |
| Ms. Olympia | Leyvina Barros | 3º | US$ 12 mil |
Todas as sete medalhas saíram na sexta-feira. No sábado (26), dia do Men’s Physique, do Bikini, do Fitness e da categoria principal, nenhum brasileiro subiu ao pódio. O título mais importante do fim de semana ficou com o americano Nick Walker, novo Mr. Olympia.
Natalia Coelho é tri e faz dobradinha com Zama Benta
Natalia venceu o Women’s Physique pela terceira vez, depois dos títulos de 2022 e 2025. A prata foi de outra brasileira, Zama Benta, que tinha sido terceira em 2025. A americana Sarah Villegas, tetracampeã da categoria, ficou com o bronze e saiu dos dois primeiros lugares pela primeira vez desde 2020.
O pódio encerra uma semana tensa. Na coletiva oficial da quinta-feira (24), Villegas manteve a acusação de que a brasileira teria usado PMMA, um preenchedor sintético, para aumentar o volume de músculos, como o Atleta Pro contou antes da final. A acusação nunca foi comprovada, e o Olympia não tem regra sobre o tema.
No palco, Natalia não tocou no assunto. “É um sentimento muito especial, não só ter esta vitória, mas saber o que ela representa para mim e para todos os fãs que amam de verdade o esporte”, disse na entrevista com a coroa na cabeça. “Vou representar e honrar esta medalha com todo o meu coração.” E pediu mais: “Tomara que um dia a gente consiga levar o Olympia para o Brasil.”
Nascida em Nova York, Natalia foi para o Brasil com menos de um ano, cresceu no Rio de Janeiro e se mudou para a Flórida aos 15.

Eduarda Bezerra é bi e o Wellness segue 100% brasileiro
Eduarda defendeu o título do Wellness com mais uma dobradinha brasileira. Isabelle Nunes, campeã de 2024, foi vice pelo segundo ano seguido. Das dez primeiras colocadas, sete eram do Brasil: além das duas, Rayane Fogal (5ª), Daniele Mendonça (6ª), Valquiria Telles Lopes (8ª), Raeli Pereira Dias (9ª) e Giselle Machado (10ª).
O domínio vem desde a criação da categoria. O Wellness estreou no Olympia em 2021, e as seis edições foram vencidas por brasileiras: Francielle Mattos em 2021, 2022 e 2023, Isabelle Nunes em 2024 e Eduarda em 2025 e 2026. Terceira colocada em 2024, Eduarda venceu os dois anos seguintes.
“Meu Deus, consegui de novo. Sou bicampeã do Olympia. Hoje eu fiz história”, disse no palco. “Desta vez eu tinha uma missão maior: defender o meu título e representar o Wellness com orgulho.” Terminou com um lembrete sobre a própria categoria: “Wellness é sobre equilíbrio e saúde.”
Lucas Garcia, Ramon Dino e Leyvina Barros completam o pódio
Na 212, Lucas Garcia subiu um degrau em relação ao bronze de 2025 e foi vice, atrás do americano Keone Pearson, tetracampeão seguido. Membro da Atleta Pro Academy, Garcia igualou o vice de Eduardo Corrêa em 2014, o melhor resultado de um brasileiro na categoria. A história completa está em Lucas Garcia é vice no Mr. Olympia 2026. Vitor Porto foi o quarto, e Felipe Moraes, o sexto.
Na Classic Physique, Ramon Dino perdeu o título para o britânico Niall Darwen e ficou em terceiro, atrás também do alemão Mike Sommerfeld. O que deu errado está em Ramon Dino é 3º no Mr. Olympia 2026.
No Ms. Olympia, a categoria de fisiculturismo feminino, Leyvina Barros foi a terceira, atrás das americanas Andrea Shaw e Ashley Lynnette Jones. A brasileira vinha de um 15º lugar em 2022 e de um 7º em 2024. Shaw conquistou o sétimo título e passou a ser a terceira maior campeã da história da categoria, atrás de Iris Kyle (10) e Lenda Murray (8).
O que o Olympia 2026 ensina sobre alta performance
O Wellness mostra como uma geração se forma. Eduarda e Isabelle, como lembrou o apresentador no palco, se enfrentam ao longo de todo o ano, e cada uma sobe o nível da outra. Quando seis títulos seguidos saem do mesmo país, o talento individual explica pouco. O que explica é o ambiente, o nível de quem treina e compete ao lado.
O resto do pódio conta a outra metade. Lucas Garcia foi terceiro em 2025 e vice em 2026. Leyvina foi 15ª em 2022 e 7ª em 2024 antes do pódio. Nenhum dos dois saltou etapa. É processo somado a tempo, temporada depois de temporada, que transforma classificação em pódio.
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